Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Polícia diz ter fortes indícios de que boate Kiss não poderia estar aberta

Existência de apenas uma saída e superlotação foram itens mencionados por delegado que cuida do caso; responsabilização de agentes públicos é cogitada, disse

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2013 | 14h07

SANTA MARIA - A Polícia Civil afirmou nesta terça-feira, 29, ter fortes indícios de que a boate Kiss, em Santa Maria (RS), onde 231 pessoas morreram após um incêndio na madrugada de domingo, não poderia estar funcionando. A possibilidade de responsabilização de agentes públicos também foi citado pela primeira vez.

"Nós temos indicadores fortes de que a boate não deveria estar aberta, como o fato de ter apenas uma saída, a superlotação, entre outros. Vamos aguardar os documentos (solicitados à prefeitura), que devem chegar às 16h", disse o delegado Marcelo Arigony, pouco antes de se reunir com os promotores Veruska Agostine e Joel Oliveira Dutra, do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

O delegado também falou pela primeira vez na possibilidade de indiciar agentes públicos no inquérito que apura as causas do incêndio. "Haverá responsabilização de quem quer que seja, independentemente da instituição que seja", afirmou.

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