Polícia diz ter identificado suspeita de envenenar bombons em Curitiba

Mulher de 45 anos, que faz doces e conhecia algumas das vítimas, está desaparecida e delegado não descarta hipótese de sequestro ou até mesmo homicídio

Evandro Fadel, Agência Estado

27 Março 2012 | 15h32

CURITIBA - A Delegacia de Homicídios de Curitiba identificou a suspeita de ter entregue chocolate envenenado a uma adolescente, no dia 12. Segundo a polícia, Margareth Aparecida Marcondes, de 45 anos, moradora em Joinville (SC) é responsável por envenenar os doces que levaram quatro adolescentes a serem internados.

A suspeita está desaparecida e a polícia não descarta que ela possa ter sido sequestrada ou mesmo estar morta.

Na quinta-feira, a polícia catarinense encontrou muito sangue espalhado por sua casa e o marido da acusada estava ferido gravemente. Ele está internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em um hospital de Joinville.

De acordo com o delegado de Homicídios de Curitiba, Rubens Recalcatti, Margareth faz doces e já teria sido contratada para organizar a festa de 15 anos de uma das adolescentes.

A princípio, a polícia não teria desconfiado dela, em razão de a família da menina ter dito que eram amigos e achado que ela não teria motivos para enviar os brigadeiros envenenados.

Mas, no decorrer das investigações, ela tornou-se suspeita. No dia do  envenenamento, ela esteve na região do Shopping Pinheirinho, onde a caixa foi entregue a um taxista para levar ao endereço da adolescente.

Na casa em que ela mora em Joinville, foram encontrados um óculos escuro e uma blusa verde semelhante à usada pela mulher que entregou os chocolates ao taxista.

 Segundo Recalcatti, o veneno foi identificado preliminarmente como o inseticida terbufos, que é muito agressivo, e não o chumbinho, um veneno para ratos, apesar de essa hipótese não estar totalmente afastada. Na casa foi encontrado um pacote do chumbinho. O carro da suspeita também está desaparecido. O delegado afirmou que a motivação da tentativa de homicídio somente será esclarecida após a mulher ser encontrada. 

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