Polícia do MT diz que usará caminhões frigoríficos para transportar vítimas

Autoridades anunciaram que utilizarão caminhões frigoríficos para transportar os corpos das vítimas do acidente entre o Boeing 737-800 da Gol e um Legacy, na fronteira do Mato Grosso com o Pará. As vítimas serão transportadas a uma base militar."Os caminhões são necessários por causa do estado dos corpos", afirmou o major Márcio Tadeu Firme, comandante do batalhão da Polícia Militar no município de Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso.Os destroços da aeronave, que transportava 149 passageiros e seis tripulantes na rota entre Manaus e o Rio de Janeiro, com escala em Brasília, foram localizados na manhã deste sábado entre duas aldeias indígenas na reserva do Parque do Xingu e na jurisdição de Peixoto de Azevedo.O major Firme disse também que o transporte dos cadáveres até a Base Aérea de Cachimbo, onde serão identificados, deve ser tão difícil como a tarefa de resgate que começará neste domingo.Devido ao mau tempo que afeta a região desde o dia do acidente, além da espessa vegetação que impediu a chegada por terra das equipes de resgate, serão utilizados helicópteros para içar os destroços e conduzi-los a uma zona desmatada.A partir daí, os corpos serão transferidos em vários caminhões frigoríficos. O trajeto de 280 quilômetros até a Base Aérea de Cachimbo deve ser difícil, em função do terreno, e demorar em torno de oito horas, explicou o oficial.O vôo 1907 da Gol deixou o aeroporto de Manaus às 15h35 e deveria aterrissar em Brasília às 18h12. O último contato com a aeronave ocorreu às 16h48.Um comunicado conjunto da Força Aérea Brasileira (FAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Infraero assinalou que "não é possível indicar a existência ou não de sobreviventes", mas em declarações à imprensa estes organismos reconheceram que as chances são quase nulas.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que roga a Deus para que as equipes de resgate encontrem sobreviventes entre os destroços do Boeing 737-800, mas admitiu que as esperanças são poucas."O Brasil está chorando essa perda de vidas humanas. Pedimos a Deus para que não ocorra mais vezes, pois nós, que usamos aviões todos os dias, sabemos dos perigos. Peço a Deus que os soldados encontrem sobreviventes. Mas os indícios não são bons", afirmou.Se forem confirmadas as mortes dos 155 passageiros do vôo 1907, este acidente se transformará na pior tragédia da história da aviação brasileira.

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