Polícia do Rio age 'de forma vingativa', acusam ONGs

Para entidades, operações policiais funcionam como 'revide'; 47 pessoas morreram em uma semana

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2009 | 12h06

Organizações não governamentais classificaram de "revide" as operações policiais desde o dia 17 de outubro, após a queda de um helicóptero que matou três tripulantes no morro São João, nas imediações do Morro dos Macacos, e desencadeou uma série de incursões da Polícia Militar em favelas cariocas.

 

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Um manifesto assinado por diversas entidades - entre elas Justiça Global, Grupo Tortura Nunca Mais e Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação - aponta que o governo do Estado do Rio age "de forma vingativa" e "manipula a reação pública" por meio do "pânico que oculta mortes, ferimentos, fechamento de escolas, creches, postos de saúde e comércio".

 

O documento aponta que a "política do confronto" busca respaldo "nos grandes acontecimentos esportivos previstos para ocorrer na cidade". As entidades realizarão um encontro nesta segunda-feira, 26, às 15 horas, no Sindicato Estadual dos Professores, para lançar o manifesto.

 

Desde a queda do helicóptero da Polícia Militar, 47 pessoas morreram. As últimas vítimas foram inocentes. Severino Marcelino dos Santos, de 49 anos, atingido por uma bala perdida no rosto na sexta-feira, durante operação policial na Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte), e Ana Cristina Costa do Nascimento, de 24, baleada domingo no peito na favela Kelson's, também na Penha. As duas ocorrências envolvem o 16.º Batalhão de Polícia Militar (Olaria).

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