Polícia do Rio começa a fazer coleta de armas em casa

A Polícia Civil inicia hoje um programa de coleta domiciliar de armas para ampliar a participação da população na campanha de desarmamento do governo do Estado. Já estão marcadas visitas a 25 residências, solicitadas pelos moradores por meio de dois números de telefone da Secretaria de Segurança Pública. De acordo com o chefe de Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins, a ida dos policiais à casa dos interessados em participar da campanha vai não só facilitar a entrega como dar mais tranqüilidade para uma parcela da população. "Percebemos que muitas pessoas querem realizar a entrega, mas têm medo de transitar com as armas de sua casa até a delegacia", disse o delegado ontem, durante o programa de rádio do secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho. Lins explicou que o recolhimento nos domicílios será feito com carros e policiais descaracterizados, para proteger a identidade do dono da arma. A coleta pode ser marcada para qualquer dia da semana. Segundo o último balanço da secretaria, foram entregues 70 armas nas delegacias nos três primeiros dias da campanha, das quais 37 na capital, 2 na Baixada Fluminense e 31 no interior. O proprietário que entrega uma arma recebe, em troca, valores que variam de R$ 100,00 a R$ 1.000,00. Um revólver calibre 38, por exemplo,vale R$ 100,00 e uma submetralhadora, R$ 600,00.

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