Polícia do Rio continua sem interceptar ligações da Nextel

A Secretaria de Segurança Pública do Rio aguarda resposta da Nextel para que seja fornecido um sistema capaz de interceptar ligações feitas por telefones fabricados pela empresa. Os aparelhos, que funcionam como celulares e rádios, costumam ser usados por traficantes de drogas justamente porque ainda não podem ser grampeados pela polícia.Os traficantes utilizam os aparelhos para negociar venda de drogas e armas e ainda para avisar a seus comparsas da chegada de policiais. A Secretaria de Segurança solicitou à Nextel um sistema capaz de interceptar esse tipo de telefonema - como já é feito com telefones fixos e móveis -, mas a empresa não deu resposta. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Nextel não foi encontrada para comentar o assunto.Há cerca de duas semanas está funcionando uma central capaz de interceptar até 800 ligações telefônicas ao mesmo tempo. O equipamento digital custou cerca de R$ 300 mil e já está ajudando a polícia em investigações. Todos os grampos são feitos com autorização judicial, garante a secretaria.Quando a central de escutas telefônicas foi inaugurada, no mês passado, o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, divulgou que o equipamento seria capaz de grampear ligações de Nextel. Mas, segundo fontes da secretaria, mesmo sendo mais moderno do que o equipamento antigo, o novo sistema não dispõe do software específico para rastrear telefonemas feitos por este tipo de aparelho.

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