Polícia do Rio em estado de alerta

Todos os plantões das delegacias policiais do Rio de Janeiro estão em estado de alerta, segundo determinação do chefe da corporação, delegado Zaqueu Teixeira, após uma madrugada de muita violência. Na noite de ontem, bandidos tentaram invadir o presídio Bangu III. A ação foi reprimida pela polícia e deu início a um motim, que ainda não foi contido. O comandante da PM, coronel Francisco Braz, está reunido com a governadora Benedita da Silva para discutir o assunto.As autoridades devem retomar as negociações com os presos amotinados em Bangu III ainda esta manhã. Dois agentes penitenciários estão em poder dos rebelados e há notícias de feridos. O presos estariam armados com fuzis. O policiamento foi reforçado a 500 metros da entrada do presídio e no Batalhão de Choque da PM. Homens das delegacias de Bangu e Jacarepaguá, do Bope e do Grupamento Tático Móvel estão no local. A imprensa está sendo mantida a pelo menos um quilômetro de distância.De acordo com a comissão de advogados que negociava ontem à noite com os presos rebelados em Bangu III, os detentos ainda têm exigências antes de entregarem as armas e liberarem os reféns. Pouco antes das 22 horas, um grupo armado com fuzis se aproximou do presídio pelos fundos, onde há um lixão, e foi recebido a tiros por policiais militares. Em represália à tentativa frustrada de resgate dos presos, criminosos deram início a uma série de ações violentas pela cidade.Tiros no PalácioA fachada do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, foi alvejada por pelo menos nove disparos e houve troca de tiros em vários pontos da cidade. A 6ª Delegacia Policial, da Cidade Nova, também foi alvo dos criminosos. A delegacia fica ao lado do Batalhão de Choque da PM, onde estão presos os traficantes que comandaram a rebelião em Bangu I, como Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Ainda durante a madrugada, um grupo de bandidos jogou uma granada na entrada do shopping Rio Sul, em Botafogo, na zona sul. Ninguém ficou ferido.Patrulhas das polícias Civil e Militar também foram atacadas. O inspetor da Polícia Civil Roberto Santana da Rocha foi morto quando uma patrulha da 17ª DP (São Cristóvão), na zona norte, que fazia ronda nas proximidades do Campo de São Cristóvão, foi atacada a tiros por bandidos. Na ocasião, o também inspetor Nildo dos Santos ficou gravemente ferido. Ele está internado no Hospital Souza Aguiar. Um outro carro da polícia foi alvo de disparos dos bandidos na saída do túnel Santa Bárbara, no Catumbi. Um policial militar ficou ferido no braço.Três carros reforçam o policiamento no Palácio Guanabara que foi atingido por tiros durante a madrugada. O Comandante da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar, major Waldir, disse ontem que a primeira reação dos seis policiais militares que faziam a guarda foi se proteger. Ele disse que existe uma determinação para que os policiais evitem trocar tiros, pois a região da rua Pinheiro Machado é uma área residencial. O major acrescentou ainda que depois do atentado à Prefeitura, a segurança do palácio foi reforçada porque eram esperados ataques a outros órgãos públicos.

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