Polícia do Rio evita arrastões em praias, mas não em ônibus

O policiamento ostensivo que reuniu, na orla do Rio, 1.463 PMs garantiu um domingo mais tranqüilo. As praias ficaram cheias, mas não houve registro de arrastão, como ocorreu há 15 dias em Ipanema (zona sul). Mas, se na areia e no calçadão a presença dos soldados evitou ocorrências, dentro dos ônibus que fazem ponto final junto à orla os banhistas enfrentaram dificuldades.O comerciante Anchieta Lopes, 27 anos, por exemplo, pegou a linha 474 no Jacaré (zona norte) com o relógio no pulso, mas foi obrigado a entregá-lo a um grupo de adolescentes antes de descer em Copacabana (zona sul). Acionou a polícia e, embora três suspeitos tenham sido detidos, ficou com o prejuízo."Deixei a moto em casa para não ficar preocupado. Só que um grupo entrou no ônibus, ficou fumando maconha e fazendo baderna e tirou o meu relógio", contou o comerciante. Por volta das 14h00, ele estava na calçada da Avenida Atlântica, em Copacabana, diante de cinco suspeitos do furto, rendidos por quatro policiais civis à paisana. Deitados, imobilizados e sob a mira de armas.A cena chamou a atenção de motoristas e pedestres. Encaminhados para a delegacia, três deles, todos menores de idade, entre 14 e 17 anos, foram reconhecidos.Segundo o inspetor Henrique Oliveira, da 12ª DP, os adolescentes, moradores de Bonsucesso (zona norte), não tinham passagem pela polícia e foram encaminhados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. "Eles foram pegos andando tranqüilamente na calçada", disse o policial, acrescentando que nenhum deles estava armado. O relógio do comerciante foi levado por um quarto rapaz, que conseguiu fugir.Supervisor da operação, o tenente-coronel Carlos Milagres não descartou mudanças "O dia de hoje (9) mostrou que o esquema que montamos é um sucesso. Mas vamos avaliar a operação".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.