Polícia do Rio investiga assassinato em casa lotérica

A polícia pretende ouvir hoje os funcionários da casa lotérica da Praça Quinze, no Centro, que pertence à mãe da analista de sistemas, Sandra Ramos Decorte, de 48 anos, assassinada ontem de manhã num assalto, em Botafogo, zona sul. Os policiais querem saber se havia alguma movimentação estranha na loja, já que suspeitam de que ela pode ter sido seguida. O assaltante levou os R$ 12 mil retirados da casa lotérica e baleou Sandra com um tiro no abdômen. A polícia já tem o retrato falado do criminoso, que fugiu na garupa de uma moto. O delegado Eduardo Batista, da 10.ª Delegacia Policial (Botafogo), também espera receber hoje o laudo da perícia que vai indicar se havia projétil no corpo da analista de sistemas e se ele coincide com a cápsula de pistola calibre 380 encontrada no local do crime, na rua Professor Álvaro Rodrigues.Cerca de 150 pessoas compareceram hoje de manhã ao enterro de Sandra, no cemitério de Inhaúma, na zona norte. O filho dela, Eduardo Medeiros, estava revoltado. "Eu queria saber se o governo do Rio consegue dormir tranqüilo sabendo que pessoas estão morrendo, enquanto eles estão com segurança e carro blindado."Sandra trabalhava na Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) e ia depositar o dinheiro na agência do Banco do Brasil do prédio. Ela estava acompanhada do marido, Walmir Antônio Pinheiro da Silva, de 46 anos, que também é analista de sistemas e não se feriu no assalto. Depois do crime, funcionários da Dataprev suspenderam o expediente e fizeram um protesto na porta da empresa para pedir paz e mais segurança para o bairro.

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