Polícia do Rio vai usar mais testes de DNA

A investigação por DNA será usada com mais ênfase pela polícia do Rio na solução de crimes. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Faperj) acertou esta semana um convênio com a Secretaria da Segurança Pública do RJ para a aplicação de R$ 1 milhão em laboratórios públicos que fazem diagnósticos por DNA para a investigação de paternidade, a pedido das varas de família do Tribunal de Justiça.Agora, esses laboratórios serão usados para auxiliar a polícia na apuração de crimes. Os recursos serão investidos este ano no aparelhamento dos laboratórios das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Estado do Rio (Uerj) e do Norte Fluminense (Uenf)."Esse convênio vai fortalecer a base científica das universidades e atender à demanda de investigação por DNA", disse o presidente da Faperj, Fernando Peregrino.O subsecretário de Segurança Pública, coronel Lenine de Freitas, diz que a investigação por DNA já foi utilizada pela polícia em casos isolados, mas não em larga escala.Ele não quis comentar o convênio e pediu que a reportagem procurasse o secretário de Segurança, coronel Josias Quintal, para falar sobre o assunto.Quintal, no entanto, estava nesta terça-feira em Macaé, no norte do Estado, e não foi localizado.O presidente da Faperj informou que o convênio prevê ainda a construção de um centro de tecnologia próprio da secretaria e a efetivação de projetos como o banco de vozes, para a identificação de pessoas por meio de gravações, e o aprimoramento de equipamentos para a identificação de armas.A verba que a Faperj está investindo no setor de segurança vem do Tesouro do Estado, proveniente da arrecadação de impostos.

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