Polícia do RJ apreende suspeito de ter atirado em turista alemão na Rocinha

Adolescente de 16 anos se entregou na madrugada deste domingo, 2, a policiais da UPP da comunidade; para delegado do caso, depoimento foi contraditório e ele pode não ser o autor

Wellington Bahnemann, O Estado de S. Paulo

02 Junho 2013 | 12h18

RIO - Um menor suspeito de ter atirado em um turista alemão esta semana na favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, foi apreendido na madrugada deste domingo, 2, por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do local, segundo informação da Polícia Civil do Rio. O menor, de 16 anos, foi encaminhado à Delegacia Especial de Apoio ao Turista (DEAT), no Leblon, onde prestou depoimento nesta manhã.

De acordo com a Polícia Civil, o menor teria se entregado aos policiais da UPP acompanhado de um homem que presta serviços sociais na comunidade e alegou ter sido o autor dos disparos contra o turista. Durante o depoimento ao delegado do DEAT, Alexandre Braga, contudo, o menor voltou atrás e negou a autoria do crime. Além disso, o delegado avaliou que as informações conflitavam com o depoimento do amigo do turista alemão que presenciou o ocorrido, o que levaria a crer que o menor não seria o criminoso.

O turista alemão Frank Daniel Baijaim, 25, foi baleado na tarde de sexta-feira, 31, durante uma visita à comunidade da Rocinha. Baijaim e o amigo visitaram o Cristo Redentor e depois decidiram conhecer a favela. Por volta de 13h, eles foram surpreendidos por um homem armado num beco, na localidade conhecida como "Roupa Suja". Assustados, os turistas correram e o criminoso disparou.

Moradores da favela levaram o alemão até a Unidade de Polícia Pacificadora e ele foi removido para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde passou por cirurgia. O alemão sofreu lesão no tórax e no fígado, e o seu estado de saúde ainda é considerado grave, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Baijaim está internado na unidade semi-intensiva do hospital.

A Rocinha, pacificada em setembro de 2012, tem enfrentado episódios violentos. Em primeiro de maio, um PM lotado na UPP da favela foi baleado na Rua Um, em patrulhamento. Na véspera, os PMS já haviam sido atacados por traficantes e um policial foi ferido por estilhaços.

 

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