Polícia Civil / RS
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Polícia do RS investiga professor preso por abusar de alunas com 8 a 9 anos de idade

Em Sapiranga, na região do Vale dos Sinos, homem que ministrava aulas de Filosofia na rede Municipal teria atacado pelo menos 13 crianças;  polícia investiga o caso

Luciano Nagel, Especial para O Estado

26 Outubro 2017 | 15h11

PORTO ALEGRE - A Polícia Civil de Sapiranga, na região do Vale dos Sinos, investiga um professor do Ensino Fundamental, suspeito de ter abusado sexualmente de pelo menos 13 alunas, com idades entre oito e nove anos. Todas as alunas confirmaram o abuso em depoimento à polícia. O homem, de 43 anos, que ministrava aulas de Filosofia, trabalhava em uma escola da rede municipal em Sapiranga e é natural da cidade de Barcelos, no Estado do Amazonas. Ele vivia há cerca de um ano no Rio Grande do Sul e foi detido preventivamente na última sexta-feira, 20.

De acordo com o delegado Rogério Baggio, o professor pedia para as meninas sentarem em seu colo e partir de então ele iniciava as carícias. "O professor ia fazendo cócegas até tocar nas partes íntimas das meninas. Ele fez isso com diversas crianças, inclusive colocando a mão por dentro das calças das vítimas", explicou o policial à reportagem do Estado. O Delegado Baggio ressaltou que qualquer toque com fim libidinoso é considerado crime de estupro de vulnerável quando o ato não envolver penetração.

O caso veio parar na Delegacia de Polícia de Sapiranga após a mãe de uma aluna realizar a denúncia ao Conselho Tutelar há cerca de duas semanas. Na terça-feira, 24, agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do suspeito e na escola onde ele trabalhava. Foram apreendidos, notebooks, tablet e celular. Os equipamentos serão periciados. As alunas receberão atendimento psicológico e passarão por exames de corpo de delito. A Polícia Civil não descarta a atuação do suspeito em cometer o mesmo crime em outras duas escolas da cidade.

A pena prevista para os atos praticados contra qualquer pessoa menor de 14 anos, ou contra pessoas que apresentem alguma enfermidade ou deficiência mental, é de oito a 15 anos de reclusão -, que pode  chegar a 30 anos se a morte da vítima ocorrer em decorrência do ato.

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