Polícia dos EUA faz retrato-falado no caso de brasileira que sumiu

A polícia de Newark, nos Estados Unidos, já tem o retrato falado do americano de aproximadamente 30 anos, olhos azuis e cabelos ruivos, com quem a estudante paranaense Carla Vicentini, de 22 anos, teria conversado na madrugada do dia 9, quando desapareceu. A descrição do homem foi dada à polícia norte-americana nesta quinta-feira, durante depoimento dado pela brasiliense Maria Eduarda Ribeiro, com quem Carla dividia apartamento e que a viu em companhia do homem. O retrato já estava sendo distribuído aos veículos de comunicação. Nesta quinta-feira, a família de Carla, que mora em Goioerê, no centro-oeste do Paraná, animou-se com a informação de que ela teria sido encontrada. "Mas foi um alarme falso", lamentou a irmã de Maria Eduarda, Fernanda. Por enquanto, a família não pensa em viajar para os Estados Unidos para acompanhar o caso de perto. Mas o pai, Orlando, já está providenciando o visto e tem passagem reservada pela World Study, empresa que fez o intercâmbio de sua filha, caso seja necessária sua presença em Newark. Carla viajou aos Estados Unidos no dia 19 de janeiro por meio do programa de intercâmbio com o objetivo de trabalhar e aprender inglês. Inicialmente foi para Dover, no mesmo estado de New Jersey. Depois, transferiu-se para Newark, onde trabalhava em um restaurante português e morava com Maria Eduarda. No dia do desaparecimento, após o trabalho ela passou na Adega Bar and Grill, onde trabalha a amiga. Pegou a chave do apartamento, que fica a quatro quadras, tomou um banho e retornou. Na adega, conversou com um americano desconhecido até de madrugada, quando pegou uma carona para o apartamento. Desde então não foi mais vista.

Agencia Estado,

24 Fevereiro 2006 | 18h51

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