Polícia e camelôs entram em choque no Rio

Um novo confronto entre guardas municipais e camelôs tumultuou e provocou pânico no Centro do Rio, hoje pela manhã. Cerca de dez policiais faziam uma operação na Rua Uruguaiana, próxima ao camelódromo, com o objetivo de reprimir o trabalho dos ambulantes em situação irregular, quando a briga foi iniciada. De acordo com a Guarda Municipal, a operação começou às 9h30, e ao passar um carro do Grupamento de Cães, os camelôs o atacaram a pedradas, morteiros e pedaços de pau, provocando a reação dos guardas. Em seguida, um carro da Polícia Militar também foi danificado, e uma equipe do Batalhão de Choque foi chamada para ajudar no controle da situação. Já os camelôs disseram ter sido agredidos primeiro e fizeram denúncias de extorsão contra os guardas municipais. De acordo com eles, os guardas chegam a pedir até R$ 50 por dia para fazerem ?vista grossa? e não reprimir o trabalho irregular. As denúncias serão investigadas, segundo a assessoria do grupamento. Durante a briga, que durou 30 minutos, 11 carros particulares foram depredados e alguns comerciantes chegaram a fechar suas portas. Até o início da tarde não havia registro de feridos. Nos últimos quatro anos, esta foi a segunda vez que houve um confronto no sábado. No entanto, nos últimos meses, é cada vez mais freqüente o embate envolvendo camelôs e guardas municipais no Centro. Bola Preta O clube de samba Cordão do Bola Preta, na rua Treze de Maio, no Centro, foi assaltado na madrugada de ontem por quatro homens armados, que levaram cerca de R$ 12 mil, celulares e outros pertences de funcionários. O local já estava fechado e os bandidos iniciaram a ação rendendo o presidente do Bola Preta, Batista dos Santos. Antes de sair, os assaltantes trancaram Santos e 20 funcionários no banheiro. O Bola Preta é conhecido por abrir o carnaval carioca, com um desfile pelas ruas do Centro no sábado de carnaval.

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