Polícia e camelôs entram em confronto no Brás (SP)

Mais uma vez, as ruas da região do Brás, próximo ao centro de São Paulo, foram palco de um confronto entre policiais militares, guardas municipais e ambulantes que voltaram a montar suas barracas no entorno da Rua Oriente, fora do bolsão legalizado pela Prefeitura. São cerca de 5 mil clandestinos que formam a tradicional "feirinha da madrugada". O confronto entre os camelôs e a Tropa de Choque da Polícia Militar começou por volta das 6h desta quinta-feira. Bombas de efeito moral foram lançadas para dispersar os ambulantes. A correria e os estrondos ocorreram principalmente nas ruas Oriente, Monsenhor de Andrade, Barão do Ladário e São Caetano. Não havia informações até aquele momento sobre feridos ou presos. Às 4 horas - horário em que os ambulantes começam a montar suas barracas - a Polícia Militar e a Guarda Municipal já estavam na Rua Oriente para impedir que os marreteiros se instalassem mais uma vez. A montagem da feirinha, segundo a Guarda Municipal, começa mais ou menos neste horário, mas o maior movimento de clientes - grande parte formada de comerciantes do interior que vêm ao Brás atrás de produtos mais baratos - tem início às 6h e segue até as 8h30, quando as lojas começam abrir. Os ambulantes não cadastrados reivindicam um espaço para que possam trabalhar na região, pois o bolsão feito pela Prefeitura na Rua Oriente, com espaço para 3.500 camelôs numa área de 70 mil metros quadrados, já está lotado. A Prefeitura acusa os camelôs que ficam fora do bolsão de tumultuarem a região.

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