Polícia e Receita apreendem 1.300 caça-níqueis no Rio

As Polícias Civil e Militar e a Superintendência da Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira, 26, a Operação Tio Patinhas, com o objetivo de combater a exploração ilegal do jogo no Rio. No final da tarde, ainda sem o balanço final da ação, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, anunciou a apreensão de pelo menos 1.300 máquinas caça-níqueis, a maioria na zona oeste, a interdição de um depósito em Vila Isabel, na zona norte, onde elas estavam sendo montadas, e o estouro de duas bancas de jogo do bicho em Copacabana, na zona sul. Ninguém foi preso. O superintendente da Receita no Rio, Cesar Augusto Barbiero, disse que os responsáveis pelos estabelecimentos comerciais e depósitos onde estavam as máquinas foram ouvidos no local e posteriormente serão chamados à delegacia para formalizar o depoimento. "Se fossem presos, os prazos legais para a conclusão do inquérito seriam encurtados e o que nós queremos é concluir o trabalho de investigação e chegar nos verdadeiros proprietários e exploradores do jogo", afirmou. O secretário Beltrame disse já haver indícios de quem são os donos das máquinas, mas julgou precipitado revelar se há relação com alguns dos envolvidos na Operação Hurricane (furacão, em inglês), que investiga a relação de contraventores com magistrados e membros do Ministério Público. Cerca de 550 homens participaram da operação desta quinta - 350 policiais militares, 100 da Polícia Civil e 100 técnicos da Receita Federal. A ação foi planejada por três meses por agentes do setor de inteligência do Gabinete de Gestão Integrada, formado por representantes das três esferas do poder. Os equipamentos apreendidos foram levados para um depósito em local não revelado para impedir que as máquinas sejam violadas, como descobriu-se que já vinha acontecendo. Segundo Beltrame, componentes eletrônicos de equipamentos que haviam sido lacrados pela Polícia Federal durante a Operação Gladiador, em dezembro do ano passado, estavam sendo retirados e passados para dentro de outros máquinas, que estavam num depósito ao lado. Os caça-níqueis são proibidos porque a legislação veda a importação de peças para a sua fabricação, e, mesmo as que são montadas aqui, depende de hardwares vindos do exterior. Os proprietários das máquinas e dos estabelecimentos onde elas se localizam poderão ser processados por exploração ilegal do jogo, na Justiça Estadual, e por contrabando e sonegação fiscal na Justiça Federal. Não é a primeira vez que a polícia investe um efetivo tão grande para coibir esse tipo de crime. Em dezembro do ano passado, a Polícia Federal prendeu mais de 40 envolvidos com duas quadrilhas que exploram a atividade no Rio. Em novembro, em outra ação, a PF interditou casas de bingo e apreendeu máquinas caça-níqueis. Matéria ampliada às 18h26

Agencia Estado,

26 Abril 2007 | 18h00

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