Polícia encontra corpo de criança de 8 anos no Paraná

Criança havia desaparecido na tarde de domingo e corpo foi encontrado em matagal na periferia de Castro

Evandro Fadel, de O Estado de S. Paulo,

10 de novembro de 2008 | 12h09

Menos de uma semana depois de o corpo da estudante Rachel Maria Lobo Genofre, de 9 anos, ser encontrado dentro de uma mala na rodoferroviária de Curitiba, a polícia do Paraná deparou-se, na manhã desta segunda-feira, 10, com outro corpo de criança, desta vez de 8 anos, abandonado no meio de um matagal em Castro, a cerca de 150 quilômetros de Curitiba, na região dos Campos Gerais. O corpo que, segundo a polícia, apresentava sinais de violência sexual e estrangulamento, foi identificado como de Alessandra Subtil Betim.   A menina estava desaparecida desde a tarde de domingo, quando tinha saído, juntamente com as duas irmãs, também crianças, para ir à padaria, a cerca de quatro quadras de casa, para comprar sorvete. Mas, no meio do caminho, resolveu voltar sozinha para a casa e não foi mais vista. A polícia informou que os familiares, que moram no Bairro Cantagalo 2, na periferia da cidade, acionaram a polícia somente às 9 horas desta segunda. Logo depois, um irmão de Alessandra, de 18 anos, encontrou o corpo. Ele estava jogado despido no matagal, a cerca de duas quadras da casa onde ela morava.   Policiais da capital do Estado e de Ponta Grossa deslocaram-se para Castro, a fim de auxiliar nas investigações. Informações extra-oficiais eram de que já havia um suspeito sendo procurado. Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública, a polícia informou que investiga se há ligação entre a morte de Alessandra e o caso ocorrido em Curitiba. "Mas nada será divulgado por enquanto para não atrapalhar as investigações", disse o delegado do Centro de Operações Policiais Especiais, Miguel Stadler, por meio da assessoria.   Alguns integrantes da família de Alessandra, de classe baixa, foram ouvidos nesta manhã. Policiais também estiveram no local em que o corpo foi encontrado para uma varredura. O corpo da menina foi levado para o Instituto Médico Legal de Ponta Grossa para a elaboração do laudo e confirmação dos sinais de violência observados visualmente pelos peritos. Ele deve ser sepultado provavelmente nesta terça-feira, 11.   Atualizado às 20h55 para acréscimo de informações

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