Polícia encontra e prende ex-namorada de Viscome

Dois meses depois de ser condenada a seisanos e 10 meses de prisão pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal deJustiça (TJ), Tânia de Paula, ex-namorada do ex-vereador VicenteViscome, foi parar na prisão. Ao delegado titular do 21ºDistrito Policial, João Lopes, ela disse que não esperava maisque a polícia pudesse prendê-la.Essa segurança levou Tânia avoltar a freqüentrar sua casa, na Vila Dalila, bairro da zonaleste de São Paulo. Foi o suficiente para que alguém, talvez umvizinho, ligasse anonimamente para a polícia.Para apanhá-la, não foi preciso uma grande mobilização. Amulher que esteve no centro do escândalo que levou Viscome àcadeia foi detida por apenas dois policiais. "Eles bateram nacasa e lá estava ela", afirmou o delegado Lopes. Eles levaramTânia para a o 21º Distrito Policial.Em entrevista ao programa Cidade Alerta, da Rede Record, eladisse que estava em casa, "aguardando orientações". "Eufiquei em liberdade durante três anos, acompanhando um recurso.Chegou em segunda instância, a minha pena permaneceu 6 anos e 10meses de regime semi-aberto. A partir daí, eu fiquei aguardandoeles me pegarem na minha casa. Enfim, eu estava esperandoorientações."Tânia estava tranqüila na delegacia. Disse aos policiais queestava vivendo da venda de artesanato, que não tinha maisdinheiro para pagar o que os advogados lhe pediam paradefendê-la. Afirmou que só deseja cumprir sua pena.Ela deviadormir nesta quarta-feira no 21º DP - que não tem celas - e ser transferidanesta quinta para um presídio no qual cumprirá sua pena em regimesemi-aberto. Com isso, terá o direito de sair cinco vezespor ano para visitar a família, tendo o direito de trabalhar naprisão.Viscome, Tânia e funcionários da Administração Regional daPenha viram-se envolvidos no escândalo das máfia dos fiscaisdurante a administração Celso Pitta. Viscome foi condenado pela8ª Vara Criminal a 16 anos e 4 meses de prisão, mas teve a penareduzida para 12 anos pela 5ª Câmara Criminal do TJ.Na mesma decisão, o TJ manteve a condenação de Tânia e expediu mandado de prisão contra ela, pois a ex-namorada de Viscomehavia recebido da 8ª Vara Criminal o direito de apelar emliberdade.Além de Viscome, que embolsava R$ 50 mil por mês do esquema decorrupção, outros 14 réus do processo tiveram suas condenaçõesreduzidas. Tânia, que era acusada de receber R$ 10 mil por mêsdo mesmo esquema, e um outro acusado tiveram as condenaçõesmantidas e um dos réus condenados foi absolvido pelo tribunal.

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