Polícia encontra "estatuto" do PCC

Um exemplar do que seria o "estatuto" do Primeiro Comando da Capital (PPC), organização criminosa que atua no sistema penitenciário paulista e que, em fevereiro deste ano, promoveu rebeliões em vários presídios do Estado, foi apreendida pela Polícia Militar de Araçatuba na casa de um acusado por tráfico de drogas. Escrito a mão, o papel registra os "10 mandamentos" da organização criminosa. Um dos mandamentos determina "a contribuição daqueles que estão em liberdade para com os ´irmãos´ que estão presos, através de advogado, dinheiro, ajuda aos familiares e ações de resgate".O suposto "estatuto" foi apreendido na casa do desempregado Fernando Barbosa de Paula Teixeira, 21 anos, onde a Polícia Militar também encontrou 47 papelotes de cocaína, um telefone celular e uma agenda com anotações possivelmente relacionadas com o tráfico de drogas. A advogada do acusado, Shirley Aparecida Moreno de Lima, nega que ele seja integrante ou mesmo simpatizante do PCC. Segundo ela, o "estatuto" da organização criminosa foi entregue a Teixeira pela mulher de um preso do complexo penitenciário de Mirandópolis, apenas para ser plastificado. Depois, seria devolvido à mulher.Shirley de Lima também disse que seu cliente nunca esteve preso em penitenciárias. "Ele é apenas um adolescente viciado em drogas", declarou. O delegado de entorpecentes de Araçatuba, Jaime José da Silva, no entanto, pretende investigar a fundo o suposto envolvimento do rapaz com o PCC. "Vou interrogá-lo sobre isso", disse o policial. O complexo penitenciário de Mirandópolis é um dos presídios atingidos pela rebelião de fevereiro. Na ocasião, a Secretaria de Administração Penitenciária admitiu que entre os 1,6 mil detentos encarcerados em Mirandópolis há integrantes do PCC.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.