Polícia encontra mais uma central telefônica do PCC

Dois endereços diferentes, mas com ramais de um mesmo número de telefone que podia operar com várias linhas é o diferencial da nova central telefônica clandestina do PCC encontrada por policiais militares, na noite desta sexta-feira, no município de Guarulhos, na Grande São Paulo. Com este aparato, era possível transferir ligações para vários presídios do Estado. Foram encontrados também "tijolos" de maconha, aparelhos celulares e o estatuto da facção. Duas mulheres foram presas e autuadas no 1º DP de Guarulhos. Ao receber uma denúncia anônima, a polícia rastreou as ligações de detentos e chegou ao endereço no bairro Boa Vista, onde encontrou Denise Moreira Ferrerira, de 32 anos, com sua filha. Ela apresentou um documento falso, mas caiu em contradição. Ao ser identificada, a polícia descobriu que ela é mulher de um preso da penitenciária de Mirandópolis, no interior paulista. Dois celulares e duas barras de maconha prensadas - conhecidas por "tijolos" - pesando cerca de meio quilo foram encontrados na casa. No interrogatório, ela admitiu que além de fazer as ligações para os detentos e realizar as transferências, interligando um presídio a outro, também levava drogas e celulares negociados por seu companheiro com outros internos na prisão. A própria Denise acabou revelando o esquema e a existência de ramificações do mesmo telefone em uma casa no bairro Parque Cocaia. Lá, foi presa Rosana Antônia, de 29 anos. Foram também encontradas agendas telefônicas com números de celulares de vários presos e o estatuto do PCC.

Agencia Estado,

09 de novembro de 2002 | 05h52

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