Polícia encontra suposta arma usada na morte de Toninho

A polícia civil de Campinas localizou hoje a arma que provavelmente foi utilizada para matar o prefeito Antonio da Costa Santos, o Toninho, no último dia 10 de setembro. A pistola nove milímetros foi encontrada com um rapaz, cuja identidade não foi revelada. O acusado de ter efetuado os disparos contra o prefeito, Flávio Mendes Clara, de 19 anos, reconheceu a arma. O reconhecimento ocorreu na tarde de hoje. A polícia irá submeter a pistola a perícia para confirmar se a bala que atingiu Toninho, como era conhecido o prefeito, partiu dela. A arma teria sido entregue pela família de Mendes Clara ao rapaz, que a manteve escondida. O suspeito confessou ter atirado contra o Palio do prefeito, na noite do crime, depois de tentar assaltá-lo. Alegou, em seu depoimento, ter se assustado quando Toninho acelerou o veículo, e efetuou os disparos sem saber que se tratava do prefeito. Mendes Clara confessou que estava acompanhado do menor A.S.C., de Globerson Luiz da Silva, de 19 anos, e de Anderson Rogério Davi. Todos estão detidos, os maiores com prisões temporárias decretadas e o menor sob custódia da Vara da Infância e da Juventude de Campinas. Davi foi o primeiro a ser preso, no dia 5 de outubro, e delatou os outros três. Apenas Silva não confessou a participação no crime. Mas seu depoimento, conforme a polícia, foi marcado por contradições. Os policiais conseguiram derrubar a afirmação feita por Silva de que ficou em casa na noite do crime vendo televisão, das 19 horas à meia-noite. Duas testemunhas disseram tê-lo visto nas ruas do Jardim Flamboyant, onde mora, às 23 horas. A polícia também localizou duas motos que podem ter sido usadas no crime, uma Honda CG e uma Titan. A CG pertencia a Silva, que a trocou três dias após o assassinato, conforme apurou a polícia.

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