Polícia enfrenta dificuldades no caso Celso Daniel

A polícia prosseguiu hoje na tentativa de prender os integrantes da quadrilha que seqüestroue matou o prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), cujo corpo foi encontrado no dia 20 de janeiro. De acordo com policiais, o trabalho vem sendo prejudicado pelo vazamento de informações.Investigadores e delegados têm tido dificuldades de entrar na Favela Pantanal, na zona sul, suposto local do cativeiro e base da quadrilha suspeita. Traficantes soltam rojões assim que qualquer carro da polícia se aproxima - mesmo os descaracterizados.A apuração - comandada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e com apoio do Departamento de Investigação Sobre o Crime Organizado (Deic) - está sendo dirigida para a identificação de todos os integrantes do bando ea prisão dos cinco já identificados. Um dos líderes é Itamar Messias dos Santos, de 21 anos.A polícia tomou conhecimento da quadrilha de Itamar após depoimento de Manoel Dantas de Santana Filho, o Cabeção, que também está preso. Ele afirmou que o grupo guardou um dos carrosutilizados no crime (um Santana azul) na garagem de uma casa desua propriedade. Mesmo assim, só forneceu apelidos dos suspeitos: André Cara Seca, Bozinho, Cara de Gato, Serginho e Kiti, além de Itamar. Kiti é o adolescente preso com um revólver de numeração raspada, na quinta-feira, e é suspeito de ter dirigido a Blazer utilizada no crime. Ele prestou depoimentos ao DHPP e aoMinistério Público Estadual (Infância e Juventude). Negou o crime, mas seu depoimento, segundo fontes do Judiciário, foi confuso. O menor - ouvido na sexta-feira - chegou a dizer que não se lembrava de detalhes ditos por ele no depoimento ao DHPP, um dia antes. O delegado Edison De Santi, do Deic, não quis falar sobre o caso.

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