Polícia espera chegar ao autor da morte de alemão por denúncia

Detetive do caso admitiu que ainda não tem informações concretas sobre o responsável pelo acidente no Rio

Marcelo Auler, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2009 | 18h20

A polícia está contando com algum tipo de denúncia anônima para chegar ao autor do atropelamento que resultou na morte do alemão naturalizado americano, Christian Martin Wölffer, de 70 anos, atingido no dia 31 de dezembro quando nadava na praia do Saco do Mamanguá, no município de Paraty, no sul do Estado do Rio. Nesta terça-feira, 6, o detetive Marcos Cerqueira, responsável pela investigação do caso, admitiu que a polícia ainda não tem qualquer informação concreta que leve ao barco responsável pelo acidente. "O fato que temos é que um senhor morreu, possivelmente atropelado por uma embarcação, quando nadava. Sabemos que ele foi além do limite de segurança, isto é, dos 200 metros da praia, em um dia com grande movimento de embarcações naquela área. É como se ele atravessasse uma rua de grande movimento, de pista dupla, a pé e sem olhar para o lado", explicou o detetive Cerqueira. A expectativa dele repousa agora no prêmio de R$ 2 mil que o Disque Denúncia está oferecendo por alguma informação que ajude a polícia a chegar no barco responsável pelo acidente. "O Disque Denúncia será o grande auxiliador nesta investigação. A base de uma investigação é a denúncia que nos norteia, nos dá uma direção", explicou Cerqueira. As informações podem ser prestadas tanto pelo número da cidade do Rio de Janeiro (21) 2253-1177, como pelo 0300 253 11 77, pelo preço de uma ligação local. O denunciante não precisa se identificar. Suspeitos Em depoimento no domingo, um suspeito de atropelar o empresário alemão negou qualquer tipo de vínculo com o caso, que acabou com a morte do vinicultor em Paraty, no Rio, na véspera de ano novo. O  instrutor de remo Felipe Paniza se apresentou pela manhã, na 167ª Delegacia de Polícia, junto com mais um casal, que estava na embarcação no momento do acidente, e seu advogado. Ele foi chamado à delegacia de Paraty porque os policiais receberam uma denúncia anônima contra ele.  O suspeito explicou que passou a virada de ano na cidade vizinha de Ilha Grande e, alegou ainda que a sua lancha não é motorizada, como apontaram as testemunhas do acidente. O empresário nadava quando foi atropelado pela embarcação em uma praia. Ele passava o fim de ano hospedado na casa do casal de amigos brasileiros Luiz Oswaldo Pastore e Carolina Overmeer.  Os envolvidos podem ser indiciados por homicídio culposo (sem intenção) e omissão de socorro, e a pena pode chegar a três anos. Esta semana, os policiais devem ouvir o casal de atores Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, que passavam o réveillon em Paraty e ajudaram a socorrer o alemão. O crime é investigado também pela Capitania dos Portos, que tenta identificar outras embarcações que circularam por lá no dia 31. Wölffer nadava a 150 metros da praia no Saco de Mamanguá quando atingido. Ele pediu socorro e foi imediatamente atendido por amigos. Teve ferimentos profundos nas costas, sangrava muito e morreu na ambulância a caminho do hospital.

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