Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Polícia está convencida de que Suzane não esteve no quarto

Após várias horas de reconstituição do crime, a polícia está convencida de que Suzane não esteve no quarto durante a execução do crime nem depois da morte de seus pais.A reconstituição da morte do casal Manfred Albert e Marísia von Richthofen confirmou os principais pontos das versões apresentadas em interrogatório pelos três acusados do crime.A estudante Suzane Louise, de 19 anos, filha do casal, o namorado dela, Daniel Cravinhos de Paula e Silva, de 21, e o irmão dele, Christian, de 26, confirmaram na frente de seus advogados, de promotores e de policiais que Suzane abriu a porta da casa para que os irmãos Cravinhos entrassem e matassem os pais da estudante.Suzane abriu a porta e desligou o alarmeSuzane repetiu aos policiais e peritos que abriu a porta da garagem, desligou o alarme e acendeu as luzes. Segundo afirmou aos peritos, depois de verificar que os pais dormiam, ela ficou circulando entre a biblioteca, a sala e a entrada da casa, no andar térreo do sobrado, enquanto Daniel e Christian matavam seus pais. O trabalho começou às 11h30 desta quarta-feira. O primeiro a ser entrevistado pelos peritos foi Christian. Ele fez um relato sobre sua participação no crime. Depois, demonstrou passo a passo como fez para matar a mãe de Suzane com golpes de barras de ferro. Como Marísia ainda respirava, Christian sufocou-a, colocando uma toalha em sua boca.Christian chorou durante reconstituiçãoDe acordo com a polícia, o rapaz chorou no momento de reconstituir a forma como matou a vítima. Essa parte do trabalho durou quatro horas dentro da casa. Na avalição dos peritos, a versão apresentada pelo acusado coincide com o teor de seu interrogatório no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). "Foi um trabalho esclarecedor e sem contradições", afirmou o perito Agostinho Pereira Salgueiro.Após Christian, foi a vez de Suzane contar a sua versão sobre o crime. Este era o momento mais esperado pelos policiais que trabalham no caso, pois eles tinham dúvidas sobre a sua real participação no assassinato dos pais. Após uma hora e 40 minutos de relato da acusada, os policiais ficaram convencidos de que Suzane não esteve no quarto durante a execução do crime nem depois da conclusão.Sacos de lixoApesar de abalada, Suzane não chorou durante a reconstituição. Ela detalhou como entregou os sacos de lixo e as luvas cirúrgicas usadas no crime na tentativa de não deixar provas. Após o assassinato, ela participou da divisão de parte do dinheiro furtado da casa, que foi entregue a Christian.Daniel começou a ser entrevistado pelos peritos pouco antes das 18 horas. De acordo com a polícia, ele passou mal, a exemplo do irmão, ao entrar no quarto onde o casal foi morto. Um dos policiais que se deitaram na cama para simular o casal von Richthofen seria parecido com Manfred, o que motivou o choro de Daniel - até as 19h40, a reconstituição com Daniel não havia terminado.Segundo o depoimento dele, após perceber que Marisia e Manfred estavam mortos, ele correu até o closet e roubou todas as jóias ocultas em um fundo falso que teria sido indicado por Suzane.Polícia isola áreaApós a chegada dos acusados, a polícia isolou a rua e colocou os três em cômodos separados. Christian fez um relato sobre sua participação no crime. Depois, demonstrou passo a passo como fez para matar a mãe de Suzane com golpes de barras de ferro.Como as barras de ferro usadas no crime não foram encontradas pela polícia, os peritos improvisaram barras semelhantes. Policiais substituíram o casal morto na reconstituição. Como a cabeceira da cama dos von Richthofen ainda estava no Instituto de Criminalística para exames, os peritos usaram duas camas de solteiro para simular o crime.O objetivo da polícia em uma reconstituição é verificar se as versões para o delito apresentadas pelos presos era compatível com a descrição que eles fariam da cena do crime.Acompanhe toda a história nos links abaixo. » Quinta, 31/10: Casal é assassinado no Campo Belo » Para vizinhos, casal era "simpático e reservado" » Sexta, 1/11: Policiais investigam namorado e filha do casal » Segunda, 4/11: Filha do casal depõe pela segunda vez » Terça, 5/11: Polícia volta à mansão do casal assassinado » Quarta, 6/11: Para Polícia, casal foi assassinado por vingança » Quinta, 7/11: Preso o irmão do namorado da filha » Sexta, 8/11: Pedida prisão de suspeito de matar o casal » A Polícia conclui: Suzane, a filha, tramou o assassinato » Assassinos do casal têm prisão provisória decretada » Polícia encontra material furtado da mansão do casal » Suzane era meiga e quieta, dizem colegas » Richthofen era homem-chave do Rodoanel » Matam os pais e não mostram remorso » Especialistas acreditam em "distúrbio mental" » Casal queria mandar a filha para a Alemanha » Sábado, 9/11: "Cheguei a pensar em desistir, mas já não tinha volta", disse Suzane » Pena de assassinos do casal pode chegar a 50 anos

Agencia Estado,

13 de novembro de 2002 | 19h40

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.