Polícia estoura cativeiro e liberta casal em Cotia

Desde às 21h40 da noite de sábado até o final da tarde de ontem, um jornalista, de 21 anos, e uma estudante universitária, de 22 anos, estiveram em poder de seqüestradores no município de Cotia, na grande São Paulo. O casal de namorados saía da Shopping Villa Lobos, localizado na Marginal de Pinheiros, zona oeste da capital, em um Peugeot 205, verde, quando foi abordado por três bandidos, que ocupavam um Golf vermelho.Dois bandidos desceram do Golf, entraram no Peugeot e fugiram com as vítimas. Já na Rodovia Raposo Tavares, na entrada para o Jardim dos Ipês, um dos bandidos parou o Peugeot, retirou as vítimas e as colocou no porta-malas do carro, levando-as logo em seguida para o cativeiro, localizado na Rua Belo Horizonte, nº 245, no Parque São George, periferia de Cotia, próximo ao quilômetro 25 da Rodovia Raposo Tavares.Por volta das 11h de domingo, dois dos bandidos foram até o Shopping Eldorado para comprar um vídeo-cassete. Muito mal vestidos e nervosos, os suspeitos tentaram comprar o aparelho, mas como o cartão, pertencente à jovem seqüestrada, apresentou problemas e não autorizava a compra, a funcionária da loja desconfiou, acionou os seguranças do shopping, que chamaram a polícia.Ao serem levados ao 15º Distrito Policial, do Itaim Bibi, Jonas Aparecido Branco, 23, e José Roberto de Figueiredo de Brito, 25, acabaram confessando o seqüestro. As famílias das vítimas já haviam registrado boletim de ocorrência, disseram que os bandidos haviam pedido R$ 350 mil para liberar o casal. Policiais da Divisão Anti-Seqüestro conseguiram o endereço do cativeiro e foram até a casa.Havia três bandidos na residência, que mantinham as vítimas em uma cama. O casal tinha ingerido até então apenas um prato de sopa e um pão com mortadela. Dois seqüestradores fugiram pela janela, mas Adenílson Dias, de 19 anos, armado com um revólver calibre 38, trocou tiros com os policiais e acabou baleado, morrendo no Pronto-socorro do Hospital Caetano Vigílio, em Cotia.Segundo a polícia, o carro das vítimas continua desaparecido e José Roberto de Brito, um dos detidos, estava foragido do Cadeião de Pinheiros desde abril de 2001 e em sua ficha criminal constam passagens por estelionato e seqüestro.

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