Polícia estoura cativeiro e liberta refém na zona sul de SP

Terminou na noite de terça-feira, 13, seqüestro de Luiz Souza, de 45 anos, que trabalha no setor financeiro de três bingos de São Paulo. Ele havia sido seqüestrado na manhã da segunda-feira, 12. De acordo com a polícia, os criminosos tinham a intenção de que o resgate fosse bancado pelos patrões da vítima. O cativeiro onde Souza foi mantido por dois dias fica na favela da Avenida Ourives, no Parque Bristol, na zona sul. A polícia chegou ao local depois de uma denúncia anônima à Divisão Anti-Seqüestro (DAS). Os homens da DAS acionaram o Garra, que às 19h30 invadiu o barraco onde dois criminosos vigiavam a vítima. Apesar de Luiz Souza ter sido resgatado, os seqüestradores que estavam no local escaparam por um buraco nos fundos do barraco. Segunda a polícia, Souza estava acorrentado numa cama e uma toalha cobria seu rosto. A polícia não divulgou o valor do resgate pedido pelos seqüestradores e informou apenas que o preço da libertação de Souza ainda era negociado. O primeiro contato com a família de Souza tinha sido feito na manhã de terça-feira. Resgate Ainda conforme a polícia, uma irmã de Souza e um dos sócios dos bingos onde a vítima trabalhava tentavam levantar dinheiro para o resgate. Os dois chegaram a ser rendidos com Souza, mas acabaram liberados em seguida. O seqüestro de Souza começou em frente a academia da Avenida Cursino. Lá, estava a vítima, sua irmã e o sócio do bingo quando os criminosos apareceram. Tanto a irmã de Souza quanto o sócio do bingo foram obrigados a entrar no carro dos seqüestradores, para onde também foi levado Souza. Os criminosos rodaram cerca de seis horas antes de liberar o sócio e a irmã da vítima. Só então Souza foi para o cativeiro. De acordo com a polícia, os dois liberados foram orientados a juntar um bom dinheiro para o pagamento do resgate. Mas, por causa da denúncia anônima, resgate nenhum precisou ser pago.

Agencia Estado,

14 Fevereiro 2007 | 07h40

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