Polícia estoura cativeiro liberta criança de 4 anos

Investigadores da Delegacia Especializada Anti-Seqüestros (Deas) de Campinas estouraram, em Hortolândia, o cativeiro onde uma menina de quatro anos vinha sendo mantida refém desde segunda-feira. Cinco pessoas foram presas durante a operação, realizada ontem à noite. Segundo a polícia, a menina estava bem, mas passará por exames médicos e psicológicos. A polícia conseguiu chegar até Renato Augusto Lima, de 27 anos, preso no centro de Campinas, por meio do "serviço de inteligência" da Deas, conforme relatou um investigador, que pediu para ter sua identidade mantida em sigilo. Lima indicou que o cativeiro da menina era em sua casa, onde morava com a família, em Hortolândia. No local, os investigadores prenderam a mulher de Lima, Patrícia Neves da Silva, de 21 anos, e encontraram ainda dois filhos pequenos do casal, de dois e cinco anos, que dormiam no mesmo quarto em que estava a menina seqüestrada. Em outras diligências, em Campinas, foram detidos o casal Arlindo Batista Filho, de 27 anos, Fátima Candido de Oliveira, de 18, e o menor V.C., de 15 anos, que receberia o resgate. O investigador revelou que o pagamento já estava acertado, mas não divulgou o valor negociado. Segundo o policial, o seqüestro teve ainda a participação do tio da vítima, André Calatróia de Lima, que passou informações à quadrilha sobre a menina. Lima não foi localizado pelos investigadores. Ele é procurado pela polícia por outros crimes. Esse foi o 13º seqüestro registrado na região de Campinas este ano, conforme o policial. Ele enfatizou que todos foram esclarecidos e que a cidade estava há 96 dias sem um novo caso, antes desta última ocorrência.A criança, filha de um microempresário, foi levada pelos bandidos quando era deixada por uma vizinha na escola onde estuda, em Campinas, no Jardim Aurélia, por volta das 13h de segunda-feira. Um homem armado rendeu a mulher, que levava também suas três filhas para a escola, obrigando-a a descer do carro. O seqüestrador seguiu até o Jardim Pacaembu, onde abandonou o carro com as filhas da vizinha, levando apenas a menina L.C.S.. O primeiro contato com a família foi feito na segunda-feira. Na terça, os bandidos ficaram em silêncio e só voltaram a fazer contato com os parentes na quarta-feira. O pai da vítima contou à polícia que os seqüestradores ameaçaram matar a garota ou vendê-la no "mercado negro" caso não recebessem o dinheiro. De acordo com o investigador, não há indicações de que a quadrilha tenha cometido outros seqüestros na região. Os filhos do casal preso foram encaminhados para permanecer com parentes.

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