Polícia estoura central telefônica usada por presos

Policiais da Delegacia de Investigação Geral (Dig) de Taubaté, no Vale do Paraíba, estouraram, no início da tarde desta quarta-feira, uma central telefônica clandestina usada para a comunicação de presos da Penitenciária Tarciso Leonce Pinheiro Cintra, a P1 de Tremembé, considerada de segurança máxima, com presídios da região de Campinas e Baixada Santista.Foram encontradas dez linhas telefônicas instaladas em duas casas do Bairro de Gurilândia. Em uma das casas, a polícia prendeu a dona-de-casa Roseli da Silva Nascimento, de 26 anos, mulher de Anôr Francisco de Assis, que cumpre pena por latrocínio na P1 de Tremembé.Em depoimento à polícia ela disse que não sabia da existência da central, mas informou que o telefone tocava sempre e que foi orientada pelo marido a não atender às ligações. Na casa, a polícia ainda encontrou um caderno com vários números de celulares, anotações de nomes de presos, restos de contas telefônicas queimadas e ainda um telefone celular e uma porção de maconha.Através de rastreamento das linhas telefônicas a polícia conseguiu descobrir que, no mês de novembro, as ligações totalizaram R$ 24 mil. Apesar de negar as acusações, a mulher foi indiciada por formação de quadrilha, tráfico de drogas e estelionato. Esta foi a quinta central telefônica encontrada em Taubaté desde o início do ano.

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