Polícia estoura gravadora de CDs piratas

Policiais militares da 1ª Companhia do 9º Batalhão estouraram, por volta das 22h de ontem, uma gravadora de CDs clandestina que funcionava no interior de uma casa, a de número 9, numa viela, travessa da Rua Adão Martins de Almeida Castilho, no bairro da Casa Verde, zona Norte da capital paulista. Durante patrulhamento, os policiais desconfiaram de um veículo Parati que estava estacionado na rua e com o porta-malas aberto. De repente, um homem apareceu trazendo uma caixa e foi abordado pelos policiais, que indagaram sobre o que estava ocorrendo, pois havia uma movimentação estranha em frente à residência. Dentro da casa, a polícia encontrou sete máquinas usadas para gravar CDs, todos piratas, 40 mil encartes, e pelo menos 25 mil CDs já pirateados.Os discos pirateados eram distribuídos a ambulantes do centro da cidade de São Paulo, principalmente para os que atuam nas Ruas 25 de Março e Barão de Itapetininga. Nove pessoas, entre elas uma mulher que cozinhava para o grupo, todas vindas de cidades do Ceará e da mesma família, foram detidas dentro da residência. Segundo a polícia, os gerentes da gravadora clandestina, os irmãos Josenildo e Ivanildo dos Santos Silva, pagavam um salário de R$ 250,00 para cada um dos 7 parentes, que tinham direito também a comida e moradia. Na residência, eram produzidos em média 3 mil CDs piaratas por semana. Cada um é vendido por R$ 2,50 para os camelôs, que normalmente os revendem por R$ 5,00.O grupo foi levado para o 13º Distrito Policial, da Casa Verde. Os crimes pelos quais os autuados responderão processo são os de formação de quadrilha e descaminho.

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