Polícia explicará morte de suposto assassino de delegado no Rio

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o suspeito tentou reagir à prisão, e por isso foi baleado

Talita Figueiredo, especial para O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2008 | 15h12

O chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Gilberto Ribeiro, informou na tarde desta terça-feira, 20, que vai dar uma coletiva à imprensa às 18  horas para explicar a morte do suposto assassino do delegado Alcides Iantorno de Jesus, que foi baleado na cabeça na manhã de domingo quando tomava café num supermercado no Recreio, na zona oeste.   Segundo as primeiras informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil, o assassino, cujo nome ainda não foi revelado, teria reagido à prisão. De acordo com a TV Globo, o suspeito teria sido morto em troca de tiros com a polícia.   Na segunda-feira, dia do enterro do delegado, a polícia informou ter identificado o dono do veículo usado na morte de Iantorno. O carro circulou pelo Recreio, onde o delegado morava, tendo, inclusive, sido multado várias vezes.   Imagens do suposto assassino também foram capturadas pelo sistema de segurança do supermercado, minutos antes de Iantorno chegar ao local. No entanto, o vídeo não estava nítido, e os investigadores estavam tendo dificuldades para reconhecer a pessoa.   Para um delegado que acompanha as apurações, a presença prévia do veículo na área onde o assassinato seria cometido mostra que o homicídio foi cuidadosamente planejado: o executor, um profissional, teria estudado os hábitos da vítima e os possíveis percursos a seguir.   A Polícia considera que Iantorno pode ser sido morto por ter investigado uma milícia (grupo de policiais que vende proteção) ou por ter fechado um bingo.   Texto atualizado às 17h15

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