Polícia fará perícia no carro que atropelou filho de Cissa Guimarães

Estado do carro contradiz versão de PMs; investigadores pretendem apurar depoimentos dos policiais que abordaram o motorista na saída do túnel e o atropelador

estadão.com.br

21 de julho de 2010 | 11h34

 

RIO - Policiais da 15ª Delegacia de Polícia, na Gávea, realizarão ainda hoje uma perícia no Siena preto de Rafael de Souza Bussamra, de 25 anos, que atropelou e matou o filho da atriz Cissa Guimarães e do saxofonista Raul Mascarenhas, Rafael Mascarenhas, de 18 anos, na madrugada de terça-feira, 20. O corpo do jovem está sendo velado no cemitério do Caju, na zona norte do Rio.

 

O Siena preto KXR 0394 já se encontra na na 15ª DP e está com os vidros dianteiros, um grande amassado no capô, a lanterna esquerda quebrada e o para-choque pendurado. 

 

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O estado do carro coloca contradiz o depoimento dos policiais militares que liberaram o motorista alegando que a documentação estava em dia e que o carro não teria avarias aparentes. O advogado da família de Cissa Guimarães, Técio Lins e Silva, se reuniu na manhã de hoje com investigadores e delegados que cuidam do caso em busca de informações sobre o inquérito.

 

Os investigadores pretendem apurar as contradições entre os depoimentos dos policiais militares que abordaram o motorista na saída do túnel e o atropelador. Bussamra disse em depoimento que avisou os PMs sobre o acidente e que foi orientado por eles se dirigir à delegacia. Em nota, a PM informou que o acusado não avisou sobre o acidente e foi liberado porque estava com a documentação em dia e o carro não tinha avarias aparentes. O carro foi liberado, apesar de ter sido abordado pelos PMs em uma via interditada.

 

Ainda de acordo com a polícia, assim que o 23º BPM (Leblon) teve conhecimento do crime no interior do túnel tomou as devidas providências, isolando o local para a perícia. Neste local, foi encontrada a placa do veículo utilizado no crime, fato fundamental para a identificação do autor. Todas as informações foram passadas para a Polícia Civil.

 

Para a Polícia Civil, caso seja comprovado que Bussamra realmente disse a verdade aos PMs, os agentes cometeram crime militar. No entanto, eles não serão autuados porque devem responder a Inquérito Policial Militar (IPM) na Corregedoria da PM.

 

(Com informações de Fabiana Marchezi e Pedro Dantas)

 

Notícia atualizada às 12h39.

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