Polícia faz a reconstituição da chacina, em Goiás

Quatro homens foram presos por suspeita de participação na morte das sete vítimas

Rubens Santos, O Estado de S. Paulo

03 de maio de 2012 | 19h17

GOIÂNIA - A Polícia de Goiás fez nesta quinta-feira, 3, a reconstituição da chacina, ocorrida sábado, 28, na fazenda N.S Aparecida. Sete pessoas foram assassinadas no local. O principal executor do crime, Aparecido Souza Alves, de 22 anos, que teve a preventiva decretada pela Justiça de Goiás, esteve presente na reconstituição.

Na fazenda, distante 43 quilômetros de Doverlândia, o rapaz indicou os locais onde ficou escondido por algumas horas e depois como iniciou a matança das vítimas. A policia deve voltar à cena do crime, na segunda-feira, para nova reconstituição.

A diretora da Polícia Civil anunciou, em entrevista em Iporá, que vai manter os quatro suspeitos de participação na chacina presos. Estima-se que entre oito a nove pessoas participaram do crime.

Toda a investigação policial se baseia em duas razões básicas para desvendar a motivação do crime: rixa pessoal ou disputa por dinheiro.

Chacina. Segundo Aparecido Alves, o fazendeiro Lázaro de Oliveira Costa (57) foi o primeiro a ser morto e, em seguida, seu filho Leopoldo Rocha Costa (22).

Em seguida, Aparecido diz que matou quatro pessoas que chegaran na fazenda, num Fiat Uno, para visitar o fazendeiro. Eram eles: Joaquim Manoel Carneiro (61), sua mulher Miraci Alves de Oliveira (65), o filho do casal, Adriano Alves Carneiro (24), e a noiva dele, Tâmis Marques Mendes da Silva (24). No final, foi morto o vaqueiro Heli Francisco da Silva (44).

Presos. Também estão presos Célio Costa Silva, sobrinho do fazendeiro Lázaro Costa, Alcides Batista Barros, dono de um supermercado em Doverlândia, e o futuro sogro de Leopoldo Costa Rocha.

Dois soldados do Exército, Leandro e Daniel, que servem na Unidade de Jataí e são amigos de Aparecido são suspeitos de participação na chacina. Um deles é irmão de Aparecido, e os dois prestaram depoimentos e foram devolvidos, sob custódia, ao Exército. Eles estavam em Doverlândia, no dia do crime, e prestaram depoimento na Delegacia Estadual de Investigações sobre Homicídios (DIH), em Goiânia.

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