Polícia faz blitz em boates de SP

Objetivo era encontrar menores na prostituição, mas informação vazou e só uma foi flagrada na Augusta

Andressa Zanandrea e Camilla Haddad, O Estadao de S.Paulo

01 de dezembro de 2007 | 00h00

Cinco casas noturnas suspeitas de serem pontos de prostituição foram fechadas entre a noite de anteontem e a madrugada de ontem - duas na Rua Augusta, uma no Jardim Anália Franco e uma em Moema. Batizada de Carrossel, a operação pretendia também combater prostituição infantil. Em um dos locais - a boate Big Ben, da Rua Augusta -, uma adolescente de 17 anos foi encontrada. Cinco gerentes acabaram presos. Eles foram indiciados por favorecimento à prostituição e, no caso do da boate onde foi encontrada a menina, também por aliciamento de menores.Na maior operação contra prostituição já realizada em São Paulo, 17 casas noturnas, principalmente na região da Rua Augusta, foram vistoriadas por 350 agentes. A maioria, no entanto, estava fechada. A polícia acredita que houve vazamento de informação sobre a blitz. O planejamento durou uma semana, segundo o delegado Luiz Antônio Pinheiro, coordenador da ação.No Connection Night Club, do Jardim Anália Franco, zona leste, havia cerca de 300 pessoas, entre funcionários, clientes e garotas de programa. Seis casais usavam quartos do local e foram levados para a delegacia. Em Moema, policiais fecharam o American Show.FALTA DE VISTORIAA Operação Carrossel é considerada extensão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo. De acordo com os vereadores, há denúncias de que a falta de fiscalização permite que menores de idade trabalhem em boates.

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