Polícia faz megaoperação para cumprir mandados de prisão

Uma das vertentes está relacionada a investigação de roubo a bancos

Agencia Estado

15 de junho de 2007 | 02h51

A Polícia Civil de São Paulo iniciou nesta quinta feira, 14, uma megaoperação para cumprir mandados de prisão em todo o Estado. Uma das vertentes da operação está relacionada à investigação de roubo a bancos. Batizada de Operação Strike, a operação conta com 18.217 policiais civis e 4.206 viaturas, com o apoio de cerca de 800 peritos criminais do Instituto de Criminalística que devem atuar nos 645 municípios do Estado para cumprir 400 ordens de prisão. Todos os departamentos da policia civil estão envolvidos e fazem diligências em hotéis, bares, restaurantes, aeroportos e divisas com outros Estados. A expectativa era de que a ação também prenda pessoas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) - facção criminosa que domina os presídios do Estado de São Paulo. Pelo menos dois integrantes do Corpo de Bombeiros foram presos e quatro pessoas suspeitas de fazer parte de uma quadrilha de roubo a empresas, prédios e residências foram presas e são acusadas de usar roupas de bombeiros para realizar os roubos. O cabo Luis Carlos de Abreu Aleixo e o segundo bombeiro envolvido, conhecido como "cabo Lobo" são acusados de emprestar suas fardas para que outros integrantes da quadrilha praticassem os roubos.De acordo com o delgado João Renato Wiselowfky, a polícia trabalha com a hipótese de que a quadrilha tenha praticado roubos na Baixada Santista e em São Paulo. Em um dos casos investigados pela polícia, os ladrões foram gravados pelo sistema de segurança do local e foram reconhecidos por uma das vítimas que foi até o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) reconhecer os presos em São Paulo. Um roubo na Doutor Zukuim e um outro na Rua Sete de Abril, no centro da capital paulista, teriam sido cometidos pela dupla.Além da farde de bombeiros, eles costumavam clonar carros para que os veículos ficassem com a aparência de viaturas oficiais; eles chegavam a pintar os carros de vermelho para usarem como uma viatura do Corpo de Bombeiros.Texto ampliado às 10h15 para acréscimo de informações.

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