Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Polícia faz nova perícia na mansão de casal assassinado

Policiais do Departamento deHomicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) retornaram hoje à casade Manfred Albert e Marísia von Richthofen, seis dias depois doassassinato do casal, para realizarem uma profunda perícia nolocal. Durante três horas e meia, os agentes mexeram emcomputadores, agendas e objetos pessoais das vítimas, napresença dos filhos do casal, Suzane Louise, de 19 anos, eAndreas Albert, de 15, e do namorado da garota, Daniel Cravinhosde Paula e Silva, de 21. A polícia adota a "lei do silêncio" para tratar docaso. O delegado do DHPP José Masi, que acompanhou os trabalhosna casa, deixou o local sem dizer uma palavra. Limitou-se apenasa fazer sinais de que possuía um zíper na boca. O casal foi encontrado morto a pauladas na madrugada dequinta-feira, deitado na cama do quarto, que fica no segundoandar da mansão localizada na Rua Zacarias de Gois, 232, noCampo Belo, zona sul da capital. Suzane contou à polícia quehavia saído com o namorado e o irmão. Andreas foi deixado numbar do tipo cyber-café, enquanto ela e Daniel foram namorar.Voltaram mais tarde, para pegar o adolescente, e retornaram paracasa. Suzane encontrou a porta da sala aberta, as luzes acesase a biblioteca revirada. Ela ligou para o namorado, que aaconselhou a permanecer do lado de fora da casa e chamar apolícia. Os irmãos deram falta de uma caixa onde eram guardadosR$ 8 mil e US$ 5 mil. Segundo a polícia, a casa não tinha sinais dearrombamento e os criminosos conheciam o local. Até o revólvercalibre 38 de Manfred, que era diretor da empresaDesenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) e sobrinho-neto dolendário Barão Vermelho, foi encontrado no chão do quarto - eleficava guardado num compartimento secreto. Os bandidos tambémnão levaram outros pertences de valor, como jóias, e um carro.PromotoresAinda hoje, os promotores Virgílio AntônioFerraz do Amaral e Marcelo Milani, designados pelaProcuradoria-Geral de Justiça para acompanhar o inquérito,tiveram a primeira reunião com policiais do DHPP. As linhas deinvestigação da polícia estão aos poucos sendo reduzidas. Osusposto envolvimento de uma ex-empregada - que havia sidodemitida e ligava freqüentemente para pedir o emprego de volta -foi praticamente descartado pela polícia. Ela foi interrogada esua versão convenceu os policiais. A segunda linha de investigação está ligada aorelacionamento de Suzane e Daniel, que, segundo pessoas próximasdas vítimas, não tinha a aprovação do casal. Uma terceira possibilidade, que é tratada com certodescrédito até por alguns policiais, estaria ligada a pacientesde Marísia, que era psiquiatra. A polícia está levantando osnomes das pessoas que eram atendidas por ela, para eliminarqualquer dúvida. Hoje, a juíza Ivana David Boriero, corregedora doDepartamento de Inquéritos Policiais (Dipo) e da PolíciaJudiciária, determinou a expedição de ofício ao DHPP para quelhe seja enviada cópia integral do inquérito, com todos osdepoimentos colhidos e eventuais laudos preliminares que játenham sido apresentados pela perícia.

Agencia Estado,

05 de novembro de 2002 | 21h34

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.