Polícia faz operação no Rio e três ônibus são incendiados

Ataque aos coletivos teria sido em represália pela morte de dois suspostos traficantes no Morro da Mangueira

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2009 | 13h24

Traficantes do Morro da Mangueira, na zona norte da capital fluminense, atacaram três ônibus no entorno da favela, em represália à morte de dois supostos criminosos durante operação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira, 28. Dois ônibus foram incendiados e um foi parcialmente queimado em duas ocasiões distintas.   Cerca de 100 moradores desceram para ruas de acesso ao morro em protesto contra a ação policial, que também deixou um gari e um policial civil feridos. Cerca de 100 policiais de delegacias especializadas fazem agora buscas na favela para tentar encontrar o traficante conhecido como Pitbull, chefe do tráfico no morro, que teria sido baleado durante tiroteio que ocorreu por volta das 9 horas, logo após a chegada da polícia.   Macaé   Na semana passada, a PM teve que reforçar o policiamento em diversos pontos de Macaé, norte fluminense, onde traficantes incendiaram quatro ônibus e ordenaram o fechamento do comércio no fim da tarde da quarta-feira, 21. As ações também foram em represália às operações da polícia na comunidade Nova Holanda. Nas operações da PM, quatro traficantes morreram.   A prefeitura também mudou o itinerário de quatro linhas de ônibus que passam às margens na região conhecida como Barra de Macaé, que inclui além da Nova Holanda, as comunidades vizinhas Malvinas, Morro do Santana e Morro de São Jorge. Algumas linhas de ônibus passaram a circular em comboio e acompanhadas de patrulhas da PM.     Os ataques do tráfico foram uma represália às operações da Polícia Militar. Segundo o delegado da 123ª Delegacia de Polícia, Daniel Bandeira, a ordem para incendiar os ônibus partiu do traficante Rogério Rios Mosqueira, o Rupinol, líder do tráfico na cidade onde nasceu e que está foragido no Rio desde que a Polícia Federal encontrou sua refinaria de cocaína, em 2007. O traficante é um dos líderes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e se refugia em morros do Rio como o São Carlos, na zona norte, e Rocinha, na zona sul.

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