Polícia faz simulação de crime que causou morte de garoto

A Polícia Civil do Rio realizou na tarde desta quinta-feira uma simulação do crime que terminou com a morte do menino João Hélio Fernandes, de 6 anos. Há uma semana, ele foi arrastado por assaltantes em fuga no carro da mãe, que não conseguiu tirá-lo do cinto de segurança. Liderados pelo delegado Hércules Nascimento, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli refizeram o percurso dos criminosos no bairro Oswaldo Cruz, na zona Norte, utilizando um automóvel Fiat Stilo de cor cinza no lugar do automóvel roubado. Os policiais também fazem reconhecimento de local e medem distâncias. Até agora, a equipe já fez pelo menos cinco paradas no trajeto de sete quilômetros pelo qual o menino foi arrastado até a morte. Segundo o delegado, o objetivo da simulação é reforçar o depoimento de duas testemunhas-chave para o inquérito. Um deles é o motoqueiro que viu o corpo sendo arrastado e perseguiu os assaltantes, tentando alertá-los. O outro é o motorista que teria emparelhado o carro com o dos bandidos com o mesmo objetivo. O depoimento dos dois foi essencial para a identificação do assaltante que dirigia o veículo. O motorista reconheceu Carlos Eduardo Toledo Lima, o Dudu, 23 anos, como sendo quem guiava o veículo roubado e o motociclista teria confirmado que Diego Nascimento da Silva o teria ameaçado do banco dianteiro do carona. De acordo com a polícia, o menor apreendido pelo crime estava no banco de trás. A simulação não é uma reconstituição formal do crime, já que não conta com a presença dos criminosos, de testemunhas ou das vítimas do assalto. O procedimento também não está sendo realizado no horário do crime, como preconiza uma reconstituição. Apesar de os peritos terem trazido no carro um boneco de madeira que pudesse representar o corpo da criança, eles decidiram não usá-lo em respeito à família. Em alguns pontos, os policiais utilizaram uma seta vermelha para indicar a posição do corpo em relação ao automóvel. A simulação causou um grande engarrafamento nas principais ruas do bairro e chamou a atenção de curiosos. Muitas pessoas se disseram emocionadas ao reviver a trágica história.

Agencia Estado,

15 Fevereiro 2007 | 18h29

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