Polícia fecha cassino no Lago Sul, em Brasília

Lugar fica perto das casas dos presidentes do Senado e da Câmara, em área nobre da cidade

Denise Madueño, O Estadao de S.Paulo

04 Outubro 2008 | 00h00

Em flagrante na madrugada de quinta-feira, a polícia do Distrito Federal fechou um cassino que funcionava havia pelo menos dois meses próximo das residências dos presidentes do Senado e da Câmara e da casa do ministro da Fazenda, Guido Mantega. A área no Lago Sul, conhecida por Península dos Ministros, é considerada uma das mais nobres de Brasília e reúne também casas de parlamentares e de empresários. Na operação, os agentes da 10ª Delegacia de Polícia prenderam 40 pessoas, entre jogadores e funcionários. O material apreendido dá a dimensão do cassino. Havia 14 mesas de jogos, cerca de 70 cadeiras, fichas de pôquer que variavam de 50 a 10 mil (não estava especificada a moeda) e baralhos. "Foi o maior cassino fechado em Brasília", afirmou o delegado-chefe da 10ª DP, Antonio Cavalheiro Filho. Também foram apreendidos recibos e fichas de cadastro. Os policiais não encontraram dinheiro ou cheques. A explicação da polícia é que os contraventores devem ter fugido com o cofre, pelos fundos, com a chegada dos agentes. Segundo o delegado, não foram identificadas pessoas da vizinhança entre os freqüentadores. A polícia chegou até o local por meio de denúncia de moradores que vinham suspeitando do movimento estranho e intenso de pessoas e carros na mansão. Um sistema de câmeras monitorava o movimento nos cômodos, garagem e varanda. No momento do flagrante, cerca de 25 carros estavam estacionados na casa. A polícia procura agora identificar o dono do cassino. O imóvel pertence ao Grupo OK, do senador cassado Luiz Estevão (DF), e está penhorado, segundo documento do cartório de registro de imóveis do Distrito Federal. "A casa pode estar alugada", disse, com cautela, o delegado Cavalheiro. No escritório do ex-senador, a informação é de que ele estaria viajando.

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