Polícia Federal cria setor de combate ao crime organizado

O governo vai dar atenção especial para a repressão ao tráfico de armas e roubo de cargas, a partir da criação da Diretoria de Combate ao Crime Organizado, que começou a funcionar nesta sexta-feira, com a nomeação do delegado Getúlio Bezerra para o cargo. As duas áreas terão uma coordenação exclusiva dentro da Polícia Federal. Com a nova diretoria, também será reforçado o combate aos crimes de lavagem de dinheiro."Não temos uma ação uniforme em torno do tráfico de armas e roubo de cargas. Por isso vamos ter de começar do zero para criarmos uma estrutura forte neste setor", afirmou Bezerra, que até o início da semana comandava a Coordenação-Geral de Repressão a Entorpecentes. Com a nomeação, ele passa a ser um dos dirigentes com mais poder dentro da Polícia Federal.Apesar das novas atribuições dentro da PF, o diretor-geral da instituição, Paulo Lacerda, afirma que não haverá grandes alterações na organização. "O que fizemos foi dar uma melhor distribuição nas tarefas", afirma Lacerda, ressaltando que, desde a década de 60, não havia modificações na estrutura da corporação. Lacerda acrescenta que, a partir de agora, haverá uma atenção especial para o controle e o tráfico de armas. Além disso, a PF anunciou a criação de delegacias especializadas em lavagem de dinheiro. "Partimos do princípio de que o crime organizado existe por causa da lavagem de dinheiro. Por isso, também estamos criando delegacias especializadas no Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, onde há maior ocorrência destes tipos de delito", diz Lacerda.

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