Polícia Federal/Divulgação
Polícia Federal/Divulgação

Polícia Federal faz operação contra tráfico de cocaína em 3 Estados

150 policiais federais cumprem 14 mandados de prisão, 7 de condução coercitiva, 17 de busca de imóveis e 43 de veículos

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2016 | 10h17

SOROCABA - A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 29, a Operação Quijarro para desarticular uma organização criminosa internacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro nos Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Cerca de 150 policiais cumprem 14 mandados de prisão, sete de condução coercitiva, 17 de busca e apreensão de imóveis e 43 de busca e apreensão de veículos.

O nome da operação se deve à cidade de Puerto Quijarro, na Bolívia, na fronteira com Corumbá, em Mato Grosso do Sul, por onde a droga era introduzida no Brasil. 

As ações se concentram, além de Corumbá, em Londrina e Araucária, no Paraná; Martinópolis, Presidente Prudente e a capital paulista, em São Paulo. Até as 9 horas, 11 pessoas tinham sido presas.

As investigações indicaram que um dos grupos responsáveis pelo transporte da cocaína estava instalado no norte do Paraná, possuindo ramificações no Brasil, na Bolívia, na Colômbia e na Espanha.

Com apoio da polícia boliviana, a PF conseguiu prender traficantes responsáveis pelo ingresso de duas toneladas de cocaína por mês no Brasil. 

Segundo a PF, a droga era escondida no fundo falso de caminhões de carretas com cargas simuladas, apenas para driblar a fiscalização. Durante o cerco aos traficantes, foram apreendidas três toneladas de cocaína e sequestrados cerca de US$ 10 milhões do núcleo boliviano do esquema. Também foram identificados os pontos em que a droga era descarregada no Brasil. 

A PF já obteve o sequestro de sete imóveis e o bloqueio de contas dos brasileiros investigados. Os envolvidos responderão por tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, furto, roubo, homicídio e organização criminosa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.