Polícia Federal interrompe check in no aeroporto do Rio

A situação nos aeroportos do País piora à medida que mais pessoas se amontoam nas filas dos guichês das companhias aéreas. No Rio de Janeiro, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, a Polícia Federal interrompeu, por volta das 10h30 desta quinta-feira, 21, o check in dos passageiros da TAM. E o pior atraso nacional do dia foi registrado na cidade: um vôo da TAM para Fortaleza demorou 12 horas a mais para decolar. Enquanto isso, o relator do processo que apura as causas da crise do setor aéreo, deputado Calos Willian (PTC-MG), propôs as demissões do comandante da Aeronáutica, Luiz Carlos Bueno, e do ministro da Defesa, Waldir Pires. A interrupção no aeroporto Tom Jobim, no Rio, aconteceu por conta da superlotação de passageiros nas filas para o check in e também por a sala de embarque estar lotada. A interrupção vai durar enquanto a sala de embarque não for esvaziada. A razão desta interrupção é para evitar que as pessoas comecem a passar mal dentro da sala de embarque.São PauloO número de vôos atrasados aumentou na manhã desta quinta nos aeroportos de São Paulo. Em Congonhas, às 10h15, 16 decolagens e sete pousos estavam atrasados. As filas permaneciam longas nos guichês da Gol e principalmente da TAM, com maior número de passageiros.No aeroporto de Cumbica, os atrasos tinham uma média de duas horas, principalmente nos vôos da TAM e da Gol. As filas continuavam gigantes, irritando ainda mais os passageiros. Segundo a Infraero, os atrasos são de responsabilidade das empresas aéreas, pois não há problemas de tráfego aéreo.RioNo Rio, no aeroporto internacional Tom Jobim, são 11 vôos domésticos com atrasos para decolagens e um vôo internacional da American Airlines com destino a Miami, que está desde as 23h50 atrasado e ainda não há previsão para partida.Entre os vôos nacionais, o pior atraso foi o do vôo da TAM para Fortaleza, que deveria ter partido na quarta às 21h30 e só às 9h30 desta quinta-feira os passageiros foram chamados para a sala de embarque, mas sem previsão de partida.Uma senhora grávida de cinco meses, acompanhada de seu filho pequeno, e que aguardava o vôo, reclamava que dormiu no aeroporto e somente às 6 horas funcionários da empresa foram oferecer um hotel.Além das grandes filas que se formam nos guichês das empresas, os passageiros também estão sofrendo com as informações desencontradas dos funcionários das empresas aéreas.CriseO relator do processo que apura as causas da crise do setor aéreo, deputado Calos Willian (PTC-MG), está propondo as demissões do comandante da Aeronáutica, Luiz Carlos Bueno, e do ministro da Defesa, Waldir Pires. Segundo o deputado, que apresentará daqui a pouco o seu relatório à comissão especial, o que faltou foi gerenciamento. Na avaliação do relator, o comandante da Aeronáutica não soube planejar. "Faltou tudo. A única coisa que não faltou foi dinheiro. O principal responsável é o comandante da Aeronáutica. Não é o presidente da República, porque trata-se de um problema gerencial e administrativo. E o presidente Lula pode começar a resolver o problema do caos aéreo dando de presente de Natal para a população a demissão imediata do comandante da Aeronáutica, e do ministro da Defesa, Waldir Pires", afirmou o relator, antes do início da reunião da comissão especial. O deputado ressaltou, porém, que não vai pedir expressamente no relatório a demissão dos dois, por temer que o texto não seja aprovado por isso. Mas disse que vai pedir para que a sua sugestão seja anexada ao relatório. Como solução imediata, o relator propõe a redução do número de vôos, "porque como os vôos não saem não adianta as pessoas irem para os aeroportos"; a redistribuição dos controladores, de forma que os principais centros consigam ter mais gente, e esforço concentrado dos controladores com redução de folgas e licenças médicas entre outras medidas.O relator disse que os controladores têm uma carga de horário pequena, mas reconhece que falta salário e equipamentos. Ele recomenda às pessoas que refaçam sua agenda de Natal e fiquem em casa. "É preferível ficar em casa do que no aeroporto". O deputado acredita que a votação do seu relatório poderá ser adiada para fevereiro, porque pode haver pedido de vista.Colaboraram Felipe Werneck, Flávio Perez, João Vito Cinquepalmi e Tânia Monteiro

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.