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Polícia Federal prende membros de quadrilha de hackers no Pará

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira em Marabá o hacker Eliakim Santos, 23 anos, membro de um grupo que fazia saques de contas bancárias usando um programa de computador. Ele foi preso quando tentava se esconder na casa de um vizinho e, após prestar depoimento, foi levado para a penitenciária Mariano Antunes, onde ficará à disposição da justiça. Na casa dele, a PF apreendeu um computador, disquetes e programas para a captura de senhas de correntistas pela Internet. Na segunda, outro dois membros da quadrilha de Santos foram presos em Mosqueiro, distrito de Belém. O motorista carioca Luís Guilherme Ferreira da Silva, de 37 anos e o programador Guilherme Gomes da Silva Júnior, de 32 anos, foram levados pela Polícia Federal junto com dois laptops. A PF apurou que os dois passaram os últimos meses morando em Marituba, mas atuavam em Castanhal, a 70 km da capital paraense. As três prisões recentes são um prolongamento da operação Cavalo de Tróia da PF em cinco capitais brasileiras, incluindo a cidade de Belém, onde 19 pessoas foram presas na semana passada. Em Marabá, dos seis mandados de prisão contra hackers expedidos pelo juíz federal Francisco de Assis Garcês Castro Júnior, cinco já foram cumpridos. Pessoas suspeitas de emprestar seus nomes para os golpes da quadrilha também estão sendo investigadas e poderão ser indiciadas como cúmplices. Os criminosos pagavam para abrir contas no nome delas, além de adquirir cartões de correntistas por valores que variavam entre R$ 200 e R$ 400,00. Para Oliveira, os municípios de Marabá e Parauapebas acabaram se transformando num campo fértil, um filão "muito bom", para os golpistas. Os carros, motocicletas, assim como centenas de disquetes, hd´s, cd´s e diversos programas usados pelos bandidos começaram a ser periciados em Belém. O material será anexado aos autos dos inquéritos que serão remetidos à Justiça Federal. O prazo para a conclusão dos inquérito é de quinze dias, mas a PF poderá solicitar sua prorrogação, porque algumas diligências complementares ainda precisam ser cumpridas.

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