Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Polícia Federal usa escaneamento 3D em investigação do incêndio no Museu Nacional

Especialistas também vão usar drones para analisar o que provocou o incêndio

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2018 | 11h00
Atualizado 05 Setembro 2018 | 13h07

RIO - A Polícia Federal segue nesta quarta-feira, 5, realizando a perícia no prédio do Museu Nacional/UFRJ, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte do Rio, que pegou fogo no último domingo. Está sendo usado um scanner a laser que faz registros em três dimensões, a partir do qual será montada uma maquete do imóvel e serão analisadas as hipóteses de causas do incêndio. O aparelho é da marca Faro e modelo Focus 3d X330, igual ao modelo que foi usado em outros incêndios e na apuração dos motivos da queda do avião em que viajava o então candidato a presidente da República Eduardo Campos, em agosto de 2014, em Santos. Os especialistas vão usar também imagens feitas por drones e máquinas digitais para criar uma espécie de maquete tridimensional do prédio.

Policiais federais estimam que a perícia se estenda por mais dois dias, embora esse prazo varie conforme o clima (se chover, o serviço terá de ser interrompido) e eventuais necessidades específicas detectadas ao longo do serviço. Por fim, a perícia tentará analisar as condições das instalações elétricas do museu e seu estado de conservação.

Enquanto a perícia não for concluída, profissionais não ligados a esse serviço estão proibidos de retirar qualquer peça e até de entrar no prédio. Por enquanto, três empresas particulares - cujos nomes não foram divulgados - estão avaliando externamente o prédio, para produzir orçamentos relativos ao escoramento que precisará ser feito após a perícia. A remoção dos escombros, por sua vez, será realizada em parceria pela empresa a ser selecionada e por técnicos da própria Universidade Federal do Rio de Janeiro, responsável pelo prédio.

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