Polícia francesa treina Bope contra atentados no Rio

Exercício visa reforçar segurança para eventos como Olimpíadas e Copa; na internet, funk ameaça população

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo,

24 Novembro 2009 | 18h11

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar fluminense iniciou nesta terça-feira, 24, o treinamento para resgate de reféns supervisionado por policiais da RAID, unidade contraterrorista da Polícia Nacional da França. O exercício foi a simulação do resgate do governador do Rio e nove oficiais tomados como reféns no estádio do Engenhão, na zona norte do Rio.  

 

A ação envolveu 30 homens do Bope, da Companhia de Cães e do Grupamento de Salvamento e Resgate da PM. Um helicóptero, cães treinados, policiais negociadores e atiradores de elite participaram do exercício.

Otimistas, os agentes franceses acreditam que os eventos internacionais esportivos programados para cidade transcorrerão tranquilamente. "A realidade da França é diferente, mas acredito que haverá uma trégua em relação às ocorrências de violência urbana. Isto ocorreu na França na Copa do Mundo de 1998. A população fica envolvida com os jogos, e todos torcem para dar certo", disse o major da RAID Didier Moisson.

O Rio sediará a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo no ano seguinte e a Olimpíada em 2016. O francês avalia que em todos os eventos esportivos "os problemas são semelhantes e as medidas de segurança são as mesmas". Ele treinou policiais da Coreia do Sul para a Copa do Mundo de 2002 e da China para a Olimpíada de Pequim de 2008. "O grande desafio é a coordenação e gerenciamento entre os diferentes órgãos", avaliou o policial.    

 

Outras simulações de atentados serão realizadas em estádios, pontos turísticos e meios de transporte de massa para treinar a polícia fluminense. Hoje, os policiais devem realizar um exercício para resgate de reféns no Metrô.

Funk no You Tube

No site de vídeos You Tube, alguns usuários postaram um vídeo intitulado "Sérgio Cabral: se ficar de k ô, as olimpíadas não vai (sic) rolar". O funk faz apologia às facções criminosas e ameaças à população. "Nós mandou (sic) falar que acabou a paz no Rio. O nosso bonde mete bala e os moleques são cruéis. O bonde do Vasquinho parou Vila Isabel ", canta um homem identificado como MC Dudu.

As referências são ao tiroteio entre facções criminosas, marcado pela queda do helicóptero da Polícia Militar no dia 17 de outubro, no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio.

As imagens do clipe mostram uma montagem do governador com uma carabina apontada para a cabeça, uma logomarca da Olimpíada com um homem segurando um fuzil e uma caricatura com um homem armado ensinando a assaltar em inglês.

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