Polícia identifica dois suspeitos de matar diretor do CDP

A polícia identificou no sábado duas pessoas supostamente envolvidas na morte de Welington Rodrigo Segura, de 31 anos, o diretor do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mauá assassinado na noite de sexta-feira. O crime ocorreu em Mauá, quando Segura dava carona para uma subordinada, Marilene da Silva, de 25 anos. Ele foi executado com mais de dez tiros. A servidora levou tiros de raspão. O carro usado no crime, uma Paraty, foi encontrado no sábado, parcialmente incendiado, na Rodovia Índio Tibiriçá.O delegado Américo dos Santos Neto, que comanda as investigações, não quis adiantar os nomes dos suspeitos. Além da possibilidade de o crime ter sido praticado a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC), outra hipótese é investigada: vingança planejada por presos do CDP. A informação de um atentado chegou ao diretor por meio de funcionários. Um dia antes da morte, ele chegou a ser seguido por um Tempra não identificado.Conforme o delegado, Segura era um diretor linha dura. ?Ele pecava, talvez, pelo excesso.? Essa fama foi confirmada por mulheres de detentos, pegas de surpresa no sábado pela suspensão das visitas. Às 11horas, houve até um protesto na cadeia, com início de tumulto, logo controlado. Visitas, banhos de sol e entregas de cartas foram suspensas ainda nas Penitenciárias 1 e 2 de Presidente Venceslau. Os servidores paralisaram as atividades em repúdio ao assassinato.Segura foi enterrado às 17 horas de sábado no Cemitério Municipal de Presidente Prudente. O pai, Wanderley Segura, major da reserva da PM, acompanhou o caixão aos prantos e evitou falar com a imprensa. No entanto, seu irmão, Waldir, afirmou que suspeita de uma ação do crime organizado. O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo, Cícero Sarney, relatou que Segura recebia ameaças, supostamente de integrantes do PCC. Segundo ele, agentes penitenciários de todo o Estado farão uma paralisação na próxima semana, impedindo visitas nos presídios do Estado.Colaborou Homero Ferreira

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