Polícia identifica mais dois da quadrilha que matou caseiro de FHC

A polícia de Ibiúna identificou mais dois integrantes da quadrilha de ladrões de chácaras responsável pelo assassinato do caseiro do presidente Fernando Henrique Cardoso, Joaquim Antonio da Silva, de 57 anos, que trabalhava na casa havia quase 30 anos. O caseiro foi morto com dois tiros na noite de quinta-feira. Seu corpo foi encontrado na cozinha pelo filho Marcos, jardineiro na chácara.Os nomes dos dois integrantes não foram revelados, para não atrapalhar as buscas da polícia. Eles terão a prisão preventiva decretada.Além dos dois membros da quadrilha identificados hoje, a polícia já havia anunciado a colaboração de um homem conhecido como Sérgio. Ele teria participado do roubo à casa do irmão da jornalista Sílvia Poppovic um mês antes do assassinato de Silva. A casa é vizinha da chácara do presidente. O caseiro teria presenciado a ação dos assaltantes e foi morto por ter dito em um bar que iria delatar a quadrilha.Os três principais envolvidos no crime, Reginaldo José de Borba, de 25 anos, que fez os disparos, Luiz Alberto de Araújo, de 19, que lhe deu cobertura, e Júlio César Farias Pulgar, o Chileno, de 42, que forneceu a arma, foram presos ontem. Borba é sobrinho do atual companheiro da ex-mulher de Silva. O casal estava separado havia 15 anos.O delegado José Maria Florenzano, titular do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 7), disse que os outros três não têm relação direta com o assassinato do caseiro, mas estão envolvidos em assaltos a chácaras da região. "Puxamos o fio da meada, agora vamos até o fim."A polícia já sabe que, além do Chileno, existem outros receptadores de produtos furtados na região. Os acusados da morte do caseiro foram transferidos para a cadeia pública de Piedade. A arma do crime ainda não foi encontrada. O delegado deve divulgar amanhã a data da reconstituição do crime.

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