Polícia identifica responsáveis por incendiar delegacia no PA

Oito foram detidos nesta quarta-feira, mas apenas um continua preso pois confessou ter participado do ato

Carlos Mendes, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2008 | 17h56

A polícia do Pará já tem um trunfo para identificar os responsáveis pela invasão, quebra-quebra e incêndio na terça-feira, 5, do fórum e da delegacia policial de Viseu, na região nordeste do Estado. É um homem preso com três aparelhos de vídeo que estavam sob guarda da Justiça no fórum. Ele teria admitido participação na destruição dos prédios públicos, dizendo que tudo foi represália à morte de um adolescente pelo policial conhecido por cabo Dos Santos. O preso conhece os envolvidos no vandalismo e já teria indicado os locais onde residem.   Outras sete pessoas presas foram liberadas nesta quarta-feira, 6, porque nada ficou provado contra elas. Cinco motocicletas, várias armas e computadores roubados do fórum pelos invasores foram recuperados pelos policiais. Cerca de 80 policiais militares e civis estão na cidade para manter a ordem e tentar capturar oito presos libertados pelos vândalos durante a invasão da delegacia.   Quatro policiais militares envolvidos na morte de Joelson Silva, segundo informações da própria PM, foram afastados de suas funções e estão cumprindo expediente interno no quartel de Bragança, município vizinho para onde foram removidos por medida de segurança.   Em Belém, o juiz titular da comarca de Viseu, César Augusto Rodrigues, disse que todos os processos criminais e do cível foram queimados pelos invasores do fórum. Os processos eleitorais, embora também destruídos, tiveram cópias distribuídas pela internet para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Belém.   Em nota, a presidente do Tribunal de Justiça do Pará, desembargadora Albanira Bemerguy, condenou o atentado, afirmando que a depredação de prédios públicos e destruição de equipamentos e documentos "está na contramão do esforço que autoridades e entidades responsáveis vêm desenvolvendo em favor da paz e harmonia sociais".   Para ela, ocorrências como a de terça em nada contribuem para o bem estar da população ordeira e tranqüila. "Pelo contrário, estimulam as notícias e imagens negativas sobre o nosso Estado, a despeito do potencial de riqueza natural e cultural que incluem o Pará entre os mais importantes integrantes do sistema econômico e social do País".   A desembargadora pediu que a polícia amplie seu contingente em Viseu para "dar maior tranqüilidade à população e funcionamento normal às instituições".

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