Polícia identifica suspeitos de atentado em SP

Dois suspeitos de terem lançado a bomba que explodiu ontem contra o prédio da Secretaria de Administração Penitenciária, em São Paulo, já teriam sido identificados pela polícia, informou hoje a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública. A Secretaria não confirmou a prisão dos suspeitos e disse que eles foram "apenas identificados" por testemunhas que os viram no momento em que abandonaram o carro usado no atentado, um Santana preto. O carro foi encontrado no início da madrugada de hoje no Largo do Arouche, menos de 300 metros do prédio da Secretaria, que fica na Avenida São João. O delegado responsável pelas investigações do atentado, Jorge Carlos Carrasco, da 1ª Seccional Centro, deverá fornecer informações sobre os suspeitos ainda na tarde de hoje. O atentado contra a Secretaria feriu levemente cinco agentes penitenciários que se encontravam em frente ao prédio no momento da explosão. Todos eles foram medicados e liberados. Um pano, com uma mensagem escrita em letras vermelhas, foi jogado do carro em movimento, junto com a bomba, pelos autores do atentado. A mensagem atribui o atentado à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que ficou conhecida em fevereiro do ano passado, quando comandou a maior rebelião da história do sistema penitenciário brasileiro, que atingiu 26 presídios paulistas. O secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furokowa, avalia que "ainda é cedo" para confirmar a participação do PCC no atentado, mas admite que ele pode ter relação com o assassinato de um agente penitenciário da Penitenciária de São Vicente (SP), ocorrido no início de fevereiro. "Um bilhete deixado no carro onde foi encontrado o corpo do agente tem o texto muito parecido com o da mensagem escrita no pano jogado pelos autores do atentado, inclusive com os mesmos erros de português", afirmou Furokawa.

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