Polícia invade ônibus, rende camelô e liberta reféns no Rio

O seqüestrador do ônibus 499, André Ribeiro, se rendeu por volta das 18h25 desta sexta-feira, depois que policiais do Batalhão de Operações Especiais entraram no veículo que estava parado na Rodovia Presidente Dutra, na região de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. A ex-mulher de Ribeiro, Cristina, o cobrador e outros três homens que ainda eram mantidos reféns desde a manhã também foram libertados. No total, 37 pessoas foram rendidas pelo camelô, que estaria transtornado por não se conformar com o fim de seu casamento, ocorrido há três meses. Ele estava armado com um revólver e ameaçava matar Cristina. Familiares e até um pastor da Igreja Evangélica participaram das negociações. O primeiro grupo, com 19 pessoas, foi liberado pela manhã. Por volta das 15h35, outros 13 homens foram lliberados. Equipes de resgate auxiliaram as pessoas que saíram pela janela do motorista porque a porta está travada, uma vez que a energia foi cortada pela polícia em uma tentativa de fazer com que Ribeiro deixasse o ônibus com a suspensão d ar-condicionado. Um dos passageiros liberado pelo seqüestrador, o motorista desempregado Antônio Matias da Rocha, de 32 anos, que estava indo para uma entrevista de emprego na empresa Rubanil, contou que André Ribeiro "falou que não ia fazer mal a ninguém". "Ele dizia que ia matar a mulher, e apontava a arma para o pescoço dela, e depois se matar, momento em que punha a arma apontada sobre sua cabeça". Segundo relato de outras testemunhas, ele mandava o motorista "meter o pé", enquanto explicava aos demais passageiros: "Fiz uma casa, viajava com ela e ela me traiu e acabou com minha vida. Há sete meses venho avisando a ela para parar com isso e hoje estou fazendo esta loucura". Enquanto falava, mantinha a ex-mulher sob a mira do revólver e a agredia com tapas na cara. Ambos choravam.

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