Polícia investiga 4 ossadas na serra

DHPP ainda evita ligar esses casos a assassinato de irmãos; família de Rosário tem bicicletaria no Jardim Paraná

Gilberto Amendola, Marcelo Godoy e Rodrigo Pereira, O Estadao de S.Paulo

27 Setembro 2007 | 00h00

A polícia está investigando a ligação do assassinato de Josenildo e Francisco de Oliveira com dois corpos e duas ossadas encontradas este ano na Serra da Cantareira. Mas ainda trata a execução dos irmãos como caso isolado. Moradores do Jardim Paraná, porém, não descartam a participação de Ademir Oliveira do Rosário, preso ontem pela morte dos irmãos, em outros crimes. Há dez anos, ele tem status de ''''lenda urbana'''' na região, assombrando o imaginário de crianças e pais. O caso mais antigo a ser investigado pela polícia agora é o da ossada de um homem achada em 22 de fevereiro na Avenida General Penha Brasil, próximo do número 2.600. Os investigadores nunca conseguiram identificar a vítima nem saber o que aconteceu. Depois disso, em 20 de abril, a polícia foi chamada por testemunhas que viram um homem com um capote preto atirar um plástico em um lago e depois fugir. No local indicado, perto do número 3.600 da mesma avenida, a polícia encontrou um crânio e ossos de pernas que os peritos do Instituto Médico-Legal (IML) determinaram ser de um jovem com idade entre 12 e 16 anos. Até agora, a vítima não foi identificada. A terceira morte suspeita averiguada pelos policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é o de uma mulher parda, cujo corpo foi achado no piscinão da Avenida Inajar de Sousa. No primeiro exame, os policiais não acharam nenhum sinal externo de violência. Esse também foi o caso da quarta vítima. Trata-se de um homem encontrado morto no mesmo piscinão. Nenhum deles foi identificado. Segundo os moradores do Jardim Paraná, Rosário costumava vagar pela mata, perto de um lago. ''''Ele correu atrás de mim. Escapei por pouco. Ele não rouba ninguém, gosta de pegar a molecada'''', disse o padeiro Luciano Rocha, de 22. ''''Ele mora em outro bairro e tem medo de entrar aqui, mas fica pegando moleques no mato. É tarado'''', afirmou um garoto. Um dos meninos contou à reportagem que Rosário trabalhava em uma bicicletaria no Jardim Elisa Maria. O estabelecimento, na Rua Dom Tomás de Noronha, estava fechado. Na frente, a reportagem encontrou o irmão do suspeito e o pai dele, Armando do Rosário, de 72. O pai comentou que os filhos e netos passaram o sábado na bicicletaria e assegurou que nunca soube da má fama de Rosário no bairro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.